quarta-feira, 27 de novembro de 2013

(#LUTO)

Como posso falar de uma coisa que me deixa triste?

Como posso falar de uma coisa que tira de mim as pessoas que amo?

Refiro-me a MORTE, que chega sem avisar, e leva sempre uma parte de nós, ou por que não dizer: leva tudo de nós.

Pois na maioria das vezes, ela tira-nos quem mais amamos.

Tio #Amaro, o senhor vai está sempre em meu coração.

Que o nosso Deus Todo-Poderoso possa consolar os familiares e amigos enlutados.

P.S.: O ADEUS É INFINITAMENTE PIOR DO QUE A AUSÊNCIA.
(#LUTO)

Ser Homem...

Muita gente pensa que ser homem é bater no peito, ser grosso, fazer cara de mal e dizer que é machão. Lamento dizer que quem faz isso não é homem, é otário. Ser homem é reconhecer quando erra, é pedir perdão, pedir ajuda, e acima de tudo: é amar o próximo.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Dez Coisas que Levei Anos Para Aprender

1. Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom, não pode ser uma boa pessoa.


2. As pessoas que querem compartilhar as visões religiosas delas com você, quase nunca querem que você compartilhe as suas com elas.


3. Ninguém liga se você não sabe dançar. Levante e dance.


4. A força mais destrutiva do universo é a fofoca.


5. Não confunda nunca sua carreira com sua vida.


6. Jamais, sob quaisquer circunstâncias, tome um remédio para dormir e um laxante na mesma noite.


7. Se você tivesse que identificar, em uma palavra, a razão pela qual a raça humana ainda não atingiu (e nunca atingirá) todo o seu potencial, essa palavra seria "reuniões".


8. Há uma linha muito tênue entre "hobby" e "doença mental".


9. Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito.


10. Nunca tenha medo de tentar algo novo. Lembre-se de que um amador solitário construiu a Arca. Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic.


Luis Fernando Veríssimo.

Amor...

Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que se ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade
É servir a quem vence o vencedor,
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade;
Se tão contrário a si é o mesmo amor?

Luís de Camões

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

1º TRIMESTRE DE 2014-CPAD- LIÇÕES BÍBLICAS.


Tema: Uma Jornada de Fé - A formação do povo de Israel e sua herança espiritual.

Comentarista: Pastor Antonio Gilberto.

Lição 1 – O livro de Êxodo e o cativeiro de Israel no Egito;


Lição 2 – Um Libertador para Israel;


Lição 3 – As pragas divinas e as propostas ardilosas de Faraó;


Lição 4 – A celebração da primeira Páscoa;


Lição 5 – A travessia do Mar Vermelho;


Lição 6 – A peregrinação de Israel no deserto até o Sinai;


Lição 7 – Os Dez Mandamentos do SENHOR;


Lição 8 – Moisés - sua liderança e seus auxiliares;


Lição 9 – Um lugar de adoração a Deus no deserto;


Lição 10 – As leis civis entregues por Moisés aos israelitas;


Lição 11 – Deus escolheu Arão e seus filhos para o sacerdócio;


Lição 12 – A consagração dos sacerdotes;


Lição 13 – O legado de Moisés. 

sábado, 2 de novembro de 2013

02/11/2013 – DIA DE FINADOS (DIA DOS MORTOS)


Pra que acender velas para os mortos se eles rejeitaram a luz do mundo (Jesus Cristo).

Pra que orar pelos mortos se a Bíblia é clara ao afirmar que após a morte só nos resta o juízo.

Pra que orar pelos mortos se a Bíblia ensina também, que o fato de toda e qualquer decisão por Cristo só pode ser tomada em vida.

A Bíblia nos diz ainda que a salvação de uma pessoa depende única e exclusivamente da sua fé na graça salvadora que há em Cristo Jesus e que esta fé seja declarada durante sua vida na terra (Hebreus 7.24-27; Atos 4.12; 1 João 1.7-10) e que, após sua morte, a pessoa passa diretamente pelo juízo (Hebreus 9.27) e que vivos e mortos não podem comunicar-se de maneira alguma (Lucas 16.10-31).

P.S.: APÓS A MORTE SÓ NOS RESTA O JUÍZO.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

VOCÊ JÁ SE ARREPENDEU DO QUE FALOU?

A Bíblia diz que aquele que não tropeça no falar é um perfeito varão. Quem muito fala, muito erra. Nossa língua é indomável. O homem doma as feras do campo, os peixes do mar e as aves do céu, mas não consegue domar sua língua. Quando ficamos irados, falamos o que gostaríamos de falar, com a entonação de voz que não gostaríamos de usar e acabamos machucando as pessoas que menos gostaríamos de ofender. É muito comum nos arrependermos do que falamos. Porém, até o tolo quando se cala é tipo por sábio. A Bíblia diz que vamos dar contas no dia do juízo por todas as palavras frívolas que proferimos. Precisamos ser cautelosos com nossas palavras, pois elas mesmas nos julgarão no dia do juízo. Nossas palavras precisam ser medicina para a alma e não veneno para o coração. Precisam ser agentes de vida e não instrumentos de morte. Precisam glorificar a Deus e não denegrir o próximo.


Hernandes Dias Lopes

sábado, 12 de outubro de 2013

FELIZ DIA DAS CRIANÇAS!

TENS AINDA A “CRIANÇA” DENTRO DE TI?

“Todos têm uma criança alegre dentro de si, mas poucos a deixam viver.” Augusto Cury.

“A melhor maneira de tornar as crianças boas, é torná-las felizes.” Oscar Wilde. 

CURIOSIDADES SOBRE AS CRIANÇAS:

- As crianças riem entre 300 a 400 vezes por dia, os adultos de 15 a 30 vezes, no máximo, comprovado por alguns estudos médicos.

- Alguns estudos sobre a criatividade, demonstram que até aos 5 anos 95% das crianças são altamente criativas, a partir dos 25 anos, já adultos, passa para menos de 5%.

- Uma criança vê um cão na rua e vai brincar com ele, um adulto foge desses “rafeiros”.

- Uma criança aprecia todas as belezas da natureza, interagindo com ela, os adultos nem reparam muitas vezes na simples beleza do amanhecer.

- As crianças passam a vida a experimentar coisas novas, cometendo erros, mas sem medo, os adultos não experimentam muitas coisas com medo de errar.

- Para uma criança não há impossíveis, para um adulto tudo parece impossível.

Quando crescemos e esquecemos a criança que já fomos um dia, estamos esquecendo uma parte de nós que nos torna felizes. O mundo atual que vivemos, sujeito a regras demasiado racionais e lógicas, retira-nos muito da nossa parte emocional, sendo que só esta nos pode conceder a felicidade, a felicidade é uma emoção, nunca foi nem será racional ou lógica.

P.S.: Neste dia das crianças, quero desejar a todas as crianças do mundo muita felicidade, muito amor e muita diversão.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

DIRETO DA BOCA DO PEIXE


Segundo a Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, encontramos 6 milagres no livro de Jonas, São eles:

Deus enviou uma violenta tempestade – (Jonas 1.4);

Deus enviou um grande peixe para engolir Jonas – (Jonas 1.17);

Deus ordenou que o peixe vomitasse Jonas – (Jonas 2.10);

Deus fez nascer uma planta frondosa para abrigar Jonas – (Jonas 4.6);

Deus enviou um verme para consumir a planta – (Jonas 4.7);

Deus enviou um vento oriental e o sol queimou a cabeça de Jonas – (Jonas 4.8).

Entretanto, quero chamar a sua atenção para o e o milagre citado acima, como pode um grande peixe (baleia) engolir um homem? Levando em conta que esse grande peixe (baleia) alimentando-se de pequenos cardumes de peixe, lulas e crustáceos incluindo misidáceos e krill.

Todavia, tenho uma boa noticia para provar os dois milagres, então, vamos lá! 

Foi encontrada evidência material para apoiar a existência de Jonas. Uma delas, o seu túmulo, foi encontrada ao norte de Israel. Além disso, foram encontradas antigas moedas, que trazem a imagem de um homem saindo da boca de um peixe.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

O que significa a palavra Deus – D.E.U.S.?

As letras que formam a palavra “Deus” não são as iniciais de outras palavras, como por exemplo, a palavra OVNI, que significa ‘Objeto Voador Não Identificado’. Deus tem-se revelado aos homens com muitos nomes diferentes que descrevem sua natureza divina (as passagens bíblicas abaixo indicam onde se encontra a primeira referência de cada um dos nomes de Deus):

ELOHIN (Gn 1.1: Deus – forma plural para expressar a trindade formada por Pai, Filho e Espírito Santo).

EL (Gn 33.20; “Deus, o Onipotente”).

EL-OLAM (Gn 21.33; “Deus Eterno”).

EL-SHADDAI (Gn 17.1; “Deus Onipotente”).

EL-ROI (Gn 16.13; “Deus que me vê”).

JAVÉ (Gn 2.4; conforme Êx 3.14,15: “EU SOU O QUE SOU”).


P.S.: Citei apenas as referências dos nomes de DEUS no livro de Gênesis.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Dicas de como reagir às ameaças verbais ou insultos

Muita gente não sabe como reagir às ameaças verbais ou insultos.
Deixarei a aqui duas dicas de pessoas que entendem do assunto.

Vamos lá!


A 1ª é de NICOLAU MAQUIAVEL, que diz: “Eu creio que um dos princípios essenciais da sabedoria é o de se abster das ameaças verbais ou insultos.”


A 2ª é de SALOMÃO, que orienta: “A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira.”


Em síntese, reaja com calma e terás tranquilidade, ah, não se esqueça da regrinha básica: ‘conte até’ 10 (risos). Abraços!

Principio básico da sobrevivência em grupo.

Colhemos o que plantamos, nunca espere colher flores de onde plantou espinhos, amor de onde plantou ódio, atenção de onde plantou rejeição, carinho de onde plantou frieza. A física também explica da seguinte forma na terceira lei de Newton: "Toda ação provoca uma reação de igual ou maior intensidade". Fica a dica para aqueles que esperam demais de onde não está sendo depositado nada ou quase nada. 


PEACE IN OUR HEARTS, EVER!!!

sábado, 31 de agosto de 2013

Igreja Católica vende imóvel para quitar parte das dívidas da JMJ




Depois de um mês de encerrada a JornadaMundial da Juventude (JMJ) um imóvel da igreja foi vendido a Rede D’Or por R$ 46 milhões para pagar parte de uma divida com fornecedores contratados para o evento. Segundo o bispo auxiliar Dom Antônio Augusto, os gastos com a Jornada foram estimados em R$ 350 milhões; R$ 118 milhões foram custeados pelos governos federal, estadual e municipal. “Esses investimentos foram feitos em segurança, transporte, saúde, ou seja, no que cabia mesmo ao governo, independente de ser Jornada, Copa do Mundo ou a visita de algum chefe de estado”, contou Dom Antônio.

Ele ainda disse que foi criado o Instituto Jornada Mundial da Juventude para gerir todos os contratos que somavam R$ 232 milhões. De acordo com o bispo auxiliar, os pagamentos estão sendo feitos e todos os acordos serão cumpridos até o final de 2013. “Foi vendido um patrimônio da Igreja para pagar parte da dívida. Mas nenhum outro será vendido. Vamos angariar fundos através de campanhas”, contou Dom Antônio.

A Arquidiocese do Rio vendeu o imóvel onde funciona o Hospital Quinta D’Or, em São Cristóvão, na Zona Norte do Rio, para quitar parte da dívida da JMJ. Segundo informações da assessoria de imprensa da Rede D’Or e confirmadas por Dom Antônio Augusto, o negócio já foi fechado por R$ 46 milhões.

Fonte: http://www.verdadegospel.com

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

ESCUTATÓRIA


*Rubem Alves

Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória.Todo mundo quer aprender a falar, ninguém quer aprender a ouvir.Pensei em oferecer um curso de escutatória, mas acho que ninguém vai se matricular.

Escutar é complicado e sutil.

Diz Alberto Caeiro que "não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma".

Filosofia é um monte de ideias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Para se ver, é preciso que a cabeça esteja vazia.

Parafraseio o Alberto Caeiro:

"Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito; é preciso também que haja silêncio dentro da alma".

Daí a dificuldade: a gente não aguenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor, sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração e precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor.

Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil de nossa arrogância e vaidade: no fundo, somos os mais bonitos...

Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos estimulado pela revolução de 64.

Contou-me de sua experiência com os índios: reunidos os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio.

(Os pianistas, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio, [...]. Abrindo vazios de silêncio. Expulsando todas as ideias estranhas.).

Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala. Curto. Todos ouvem. Terminada a fala, novo silêncio.

Falar logo em seguida seria um grande desrespeito, pois o outro falou os seus pensamentos, pensamentos que ele julgava essenciais.

São-me estranhos. É preciso tempo para entender o que o outro falou.

Se eu falar logo a seguir, são duas as possibilidades.

Primeira: "Fiquei em silêncio só por delicadeza. Na verdade, não ouvi o que você falou. Enquanto você falava, eu pensava nas coisas que iria falar quando você terminasse sua (tola) fala. Falo como se você não tivesse falado".

Segunda: "Ouvi o que você falou. Mas isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo. É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou".

Em ambos os casos, estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada.

O longo silêncio quer dizer: "Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou". E assim vai a reunião.

Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos.
E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia.

Eu comecei a ouvir.

Fernando Pessoa conhecia a experiência, e se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras, no lugar onde não há palavras.

A música acontece no silêncio. A alma é uma catedral submersa. No fundo do mar - quem faz mergulho sabe - a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos. Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia, que de tão linda nos faz chorar.

Para mim, Deus é isto: a beleza que se ouve no silêncio. Daí a importância de saber ouvir os outros: a beleza mora lá também.

Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto.
*Bacharel em teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul, em Campinas, Mestre em Teologia e Doutor em Filosofia (Ph.D.) pelo Seminário Teológico de Princeton (EUA) e psicanalista. Lecionou no Instituto Presbiteriano Gammon, na cidade de Lavras, Minas Gerais, no Seminário Presbiteriano de Campinas, na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Rio Claro e na UNICAMP, onde recebeu o título de Professor Emérito. Tem um grande número de publicações, tais como crônicas, ensaios e contos, além de ser ele mesmo o tema de diversas teses, dissertações e monografias. Muitos de seus livros foram publicados em outros idiomas, como inglês, francês, italiano, espanhol, alemão e romeno.

Escola e Sofrimento


*Rubem Alves

Estou com medo de que as crianças me chamem de mentiroso. Pois eu disse que o negócio dos professores é ensinar a felicidade. Acontece que eu não conheço nenhuma criança que concorde com isto. Se elas já tivessem aprendido as lições da política, me acusariam de porta voz da classe dominante. Pois, como todos sabem, mas ninguém tem coragem de dizer, toda escola tem uma classe dominante e uma classe dominada: a primeira, formada por professores e administradores, e que detém o monopólio do saber, e a segunda, formada pelos alunos, que detém o monopólio da ignorância, e que deve submeter o seu comportamento e o seu pensamento aos seus superiores, se desejam passar de ano.

Basta contemplar os olhos amedrontados das crianças e os seus rostos cheios de ansiedade para compreender que a escola lhes traz sofrimento. O meu palpite é que, se se fizer uma pesquisa entre as crianças e os adolescentes sobre as suas experiências de alegria na escola, eles terão muito que falar sobre a amizade e o companheirismo entre eles, mas pouquíssimas serão as referências à alegria de estudar, compreender e aprender.

A classe dominante argumentará que o testemunho dos alunos não deve ser levado em consideração. Eles não sabem, ainda… Quem sabe são os professores e os administradores.

Acontece que as crianças não estão sozinhas neste julgamento. Eu mesmo só me lembro com alegria de dois professores dos meus tempos de grupo, ginásio e científico. A primeira, uma gorda e maternal senhora, professora do curso de admissão, tratava-nos a todos como filhos. Com ela era como se todos fôssemos uma grande família. O outro, professor de Literatura, foi a primeira pessoa a me introduzir nas delícias da leitura. Ele falava sobre os grandes clássicos com tal amor que deles nunca pude me esquecer. Quanto aos outros, a minha impressão era a de que nos consideravam como inimigos a serem confundidos e torturados por um saber cujas finalidade e utilidade nunca se deram ao trabalho de nos explicar. Compreende-se, portanto, que entre as nossas maiores alegrias estava a notícia de que o professor estava doente e não poderia dar a aula. E até mesmo uma dor de barriga ou um resfriado era motivo de alegria, quando a doença nos dava uma desculpa aceitável para não ir à escola.

Não me espanto, portanto, que tenha aprendido tão pouco na escola. O que aprendi foi fora dela e contra ela. Jorge Luís Borges passou por experiência semelhante. Declarou que estudou a vida inteira, menos nos anos em que esteve na escola. Era, de fato, difícil amar as disciplinas representadas por rostos e vozes que não queriam ser amados.

Esta situação, ao que parece, tem sido a norma, tanto que e assim que aparece frequentemente relatada na literatura. Romain Rolland conta a experiência de um aluno: “… afinal de contas, não entender nada já é um hábito. Três quartas partes do que se diz e do que me fazem escrever na escola: a gramática, ciências, a moral e mais um terço das palavras que leio, que me ditam, que eu mesmo emprego – eu não sei o que elas querem dizer. Já observei que em minhas redações as que eu menos compreendo são as que levam mais chances de ser classificadas em primeiro lugar”. Mas nem precisaríamos ler Romain Rolland: bastaria ler os textos que os nossos filhos têm de ler e aprender. Concordo com Paul Goodmann na sua afirmação de que a maioria dos estudantes nos colégios e universidades não desejam estar lá.

Estão lá porque são obrigados. Os métodos clássicos de tortura escolar como a palmatória e a vara já foram abolidos. Mas poderá haver sofrimento maior para uma criança ou um adolescente que ser forçado a mover-se numa floresta de informações que ele não consegue compreender, e que nenhuma relação parecem ter com sua vida?

Compreende-se que, com o passar do tempo a inteligência se encolha por medo e horror diante dos desafios intelectuais., e que o aluno passe a se considerar como um burro. Quando a verdade é outra: a sua inteligência foi intimidada pelos professores e, por isto, ficou paralisada.

Os técnicos em educação desenvolveram métodos de avaliar a aprendizagem e, a partir dos seus resultados, classificam os alunos. Mas ninguém jamais pensou em avaliar a alegria dos estudantes – mesmo porque não há métodos objetivos para tal. Porque a alegria é uma condição interior, uma experiência de riqueza e de liberdade de pensamentos e sentimentos. A educação, fascinada pelo conhecimento do mundo, esqueceu-se de que sua vocação é despertar o potencial único que jaz adormecido em cada estudante. Daí o paradoxo com que sempre nos defrontamos: quanto maior o conhecimento, menor a sabedoria. T. S. Eliot fazia esta terrível pergunta, que deveria ser motivo de meditação para todos os professores: “Onde está a sabedoria que perdemos no conhecimento?”

Vai aqui este pedido aos professores, pedido de alguém que sofre ao ver o rosto aflito das crianças, dos adolescentes: lembrem-se de que vocês são pastores da alegria, e que a sua responsabilidade primeira é definida por um rosto que lhes faz um pedido: “Por favor, me ajude a ser feliz…”


*Bacharel em teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul, em Campinas, Mestre em Teologia e Doutor em Filosofia (Ph.D.) pelo Seminário Teológico de Princeton (EUA) e psicanalista. Lecionou no Instituto Presbiteriano Gammon, na cidade de Lavras, Minas Gerais, no Seminário Presbiteriano de Campinas, na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Rio Claro e na UNICAMP, onde recebeu o título de Professor Emérito. Tem um grande número de publicações, tais como crônicas, ensaios e contos, além de ser ele mesmo o tema de diversas teses, dissertações e monografias. Muitos de seus livros foram publicados em outros idiomas, como inglês, francês, italiano, espanhol, alemão e romeno.

Sobre a morte e o morrer


*Rubem Alves

O que é vida? Mais precisamente, o que é a vida de
um ser humano? O que e quem a define?

Já tive medo da morte. Hoje não tenho mais. O que sinto é uma enorme tristeza. Concordo com Mário Quintana: “Morrer, que me importa? (…) O diabo é deixar de viver.” A vida é tão boa! Não quero ir embora…

Eram 6h. Minha filha me acordou. Ela tinha três anos. Fez-me então a pergunta que eu nunca imaginara: “Papai, quando você morrer, você vai sentir saudades?”. Emudeci. Não sabia o que dizer. Ela entendeu e veio em meu socorro: “Não chore, que eu vou te abraçar…” Ela, menina de três anos, sabia que a morte é onde mora a saudade.

Cecília Meireles sentia algo parecido: “E eu fico a imaginar se depois de muito navegar a algum lugar enfim se chega… O que será, talvez, até mais triste. Nem barcas, nem gaivotas. Apenas sobre humanas companhias… Com que tristeza o horizonte avisto, aproximado e sem recurso. Que pena a vida ser só isto…”

Da. Clara era uma velhinha de 95 anos, lá em Minas. Vivia uma religiosidade mansa, sem culpas ou medos. Na cama, cega, a filha lhe lia a Bíblia. De repente, ela fez um gesto, interrompendo a leitura. O que ela tinha a dizer era infinitamente mais importante. “Minha filha, sei que minha hora está chegando… Mas, que pena! A vida é tão boa…”

Mas tenho muito medo do morrer. O morrer pode vir acompanhado de dores, humilhações, aparelhos e tubos enfiados no meu corpo, contra a minha vontade, sem que eu nada possa fazer, porque já não sou mais dono de mim mesmo; solidão, ninguém tem coragem ou palavras para, de mãos dadas comigo, falar sobre a minha morte, medo de que a passagem seja demorada. Bom seria se, depois de anunciada, ela acontecesse de forma mansa e sem dores, longe dos hospitais, em meio às pessoas que se ama, em meio a visões de beleza.

Mas a medicina não entende. Um amigo contou-me dos últimos dias do seu pai, já bem velho. As dores eram terríveis. Era-lhe insuportável a visão do sofrimento do pai. Dirigiu-se, então, ao médico: “O senhor não poderia aumentar a dose dos analgésicos, para que meu pai não sofra?”. O médico olhou-o com olhar severo e disse: “O senhor está sugerindo que eu pratique a eutanásia?”.

Há dores que fazem sentido, como as dores do parto: uma vida nova está nascendo. Mas há dores que não fazem sentido nenhum. Seu velho pai morreu sofrendo uma dor inútil. Qual foi o ganho humano? Que eu saiba, apenas a consciência apaziguada do médico, que dormiu em paz por haver feito aquilo que o costume mandava; costume a que freqüentemente se dá o nome de ética.

Um outro velhinho querido, 92 anos, cego, surdo, todos os esfíncteres sem controle, numa cama -de repente um acontecimento feliz! O coração parou. Ah, com certeza fora o seu anjo da guarda, que assim punha um fim à sua miséria! Mas o médico, movido pelos automatismos costumeiros, apressou-se a cumprir seu dever: debruçou-se sobre o velhinho e o fez respirar de novo. Sofreu inutilmente por mais dois dias antes de tocar de novo o acorde final.

Dir-me-ão que é dever dos médicos fazer todo o possível para que a vida continue. Eu também, da minha forma, luto pela vida. A literatura tem o poder de ressuscitar os mortos. Aprendi com Albert Schweitzer que a “reverência pela vida” é o supremo princípio ético do amor. Mas o que é vida? Mais precisamente, o que é a vida de um ser humano? O que e quem a define? O coração que continua a bater num corpo aparentemente morto? Ou serão os ziguezagues nos vídeos dos monitores, que indicam a presença de ondas cerebrais?

Confesso que, na minha experiência de ser humano, nunca me encontrei com a vida sob a forma de batidas de coração ou ondas cerebrais. A vida humana não se define biologicamente. Permanecemos humanos enquanto existe em nós a esperança da beleza e da alegria. Morta a possibilidade de sentir alegria ou gozar a beleza, o corpo se transforma numa casca de cigarra vazia.

Muitos dos chamados “recursos heróicos” para manter vivo um paciente são, do meu ponto de vista, uma violência ao princípio da “reverência pela vida”. Porque, se os médicos dessem ouvidos ao pedido que a vida está fazendo, eles a ouviriam dizer: “Liberta-me”.

Comovi-me com o drama do jovem francês Vincent Humbert, de 22 anos, há três anos cego, surdo, mudo, tetraplégico, vítima de um acidente automobilístico. Comunicava-se por meio do único dedo que podia movimentar. E foi assim que escreveu um livro em que dizia: “Morri em 24 de setembro de 2000. Desde aquele dia, eu não vivo. Fazem-me viver. Para quem, para que, eu não sei…”. Implorava que lhe dessem o direito de morrer. Como as autoridades, movidas pelo costume e pelas leis, se recusassem, sua mãe realizou seu desejo. A morte o libertou do sofrimento.

Dizem as escrituras sagradas: “Para tudo há o seu tempo. Há tempo para nascer e tempo para morrer”. A morte e a vida não são contrárias. São irmãs. A “reverência pela vida” exige que sejamos sábios para permitir que a morte chegue quando a vida deseja ir. Cheguei a sugerir uma nova especialidade médica, simétrica à obstetrícia: a “morienterapia”, o cuidado com os que estão morrendo. A missão da morienterapia seria cuidar da vida que se prepara para partir. Cuidar para que ela seja mansa, sem dores e cercada de amigos, longe de UTIs. Já encontrei a padroeira para essa nova especialidade: a “Pietà” de Michelangelo, com o Cristo morto nos seus braços. Nos braços daquela mãe o morrer deixa de causar medo.
  
*Bacharel em teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul, em Campinas, Mestre em Teologia e Doutor em Filosofia (Ph.D.) pelo Seminário Teológico de Princeton (EUA) e psicanalista. Lecionou no Instituto Presbiteriano Gammon, na cidade de Lavras, Minas Gerais, no Seminário Presbiteriano de Campinas, na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Rio Claro e na UNICAMP, onde recebeu o título de Professor Emérito. Tem um grande número de publicações, tais como crônicas, ensaios e contos, além de ser ele mesmo o tema de diversas teses, dissertações e monografias. Muitos de seus livros foram publicados em outros idiomas, como inglês, francês, italiano, espanhol, alemão e romeno.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Lições Bíblicas: 4º Trimestre de 2013 - “Conselhos para a vida — A atualidade de Provérbios e Eclesiastes”.


FIQUE POR DENTRO DO TEMA DA REVISTA EBD JOVENS E ADULTOS 4° TRIMESTRE 2013 CPAD! 
Comentarista: Pr. José Gonçalves
Sumário da revista:

 Lição 1: O valor dos bons conselhos

 Lição 2: Advertências contra o adultério

 Lição 3: Trabalho e prosperidade

 Lição 4: Lidando de forma correta com o dinheiro

 Lição 5: O cuidado com aquilo que falamos

 Lição 6: O exemplo pessoal na educação dos filhos

Lição 7: Contrapondo a arrogância com a humildade

 Lição 8: A mulher virtuosa

 Lição 9: O tempo para todas as coisas

 Lição 10: Cumprindo as obrigações diante de Deus

 Lição 11: A ilusória prosperidade dos ímpios

 Lição 12: Lança o teu pão sobre as águas

 Lição 13: Tema a Deus em todo o tempo