quinta-feira, 19 de junho de 2014

#PenseNisso

Você pode optar por viver como sempre viveu ou pode fazer a escolha de identificar e superar aquilo que não permite seu avanço.

Embora todos estejam empreendendo a viagem da vida, nem todo viajante está disposto a observar o mapa para escolher o melhor caminho a seguir.

Enfim, podemos decidir viver como sempre vivemos ou optar por identificar e superar aquilo que sempre nos limitou.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Copa do Mundo 2014

A FIFA terá lucro de ‘trinta e três bilhões de reais’ com a Copa do Mundo.

Detalhe: sem pagar nenhum imposto.

Digamos que o Brasil seja campeão, se isso acontecer, qual a melhoria que teremos no salário, educação, saúde etc?

P.S.: O Brasil não tem condição de sediar a Copa do Mundo, afinal, a dívida externa deixada pela ditadura militar é de US$ 1,2 trilhões.

sábado, 17 de maio de 2014

TEMA DO 3º TRIMESTRE DE 2014/CPAD

FÉ E OBRAS
ENSINOS DE TIAGO PARA UMA VIDA CRISTÃ AUTÊNTICA

             Comentarista: Pr. Eliezer de Lira e Silva

Lição 1°  – Tiago — Fé que se Mostra pelas Obras

Lição 2°  – O Propósito da Tentação

Lição 3°  – A Importância da Sabedoria Humilde

Lição 4°  – Gerados pela Palavra da Verdade

Lição 5°  – O Cuidado ao Falar e a Religião Pura

Lição 6°  – A Verdadeira Fé não Faz Acepção de Pessoas

Lição 7°  – A Fé se Manifesta em Obras

Lição 8°  – O Cuidado com a Língua

Lição 9°  – A Verdadeira Sabedoria se Manifesta na Prática

Lição 10° – O Perigo da Busca pela Autorrealização Humana

Lição 11° – O Julgamento e a Soberania Pertencem a Deus

Lição 12° – Os Pecados de Omissão e de Opressão

Lição 13° – A Atualidade dos Últimos Conselhos de Tiago

sábado, 10 de maio de 2014

MÃE, palavra pequena, mas, de grande significado.

Dentre tantos tipos de mãe, destacarei alguns:

Há aquela que não gosta de ser enganada, essa chamamos de MÃE POLÍCIA FEDERAL;

Existe aquela que é pobre, mas tem filhos ilustres, chamaremos de MÃE MORRO DA MANGUEIRA (risos);

Há aquela que socorre todo mundo no fim do mês, essa é a MÃE CHEQUE ESPECIAL;

Existe aquela que a gente só vê na semana santa, chamaremos essa de MÃE BACALHAU (Por que você não visita mais a sua mãe?);

Há aquela que soluciona todos os problemas, essa chamaremos de MÃE MATEMÁTICA;

Existe aquela que sempre descobre onde o filho está e o que está fazendo sem precisar sair de casa, essa é a MÃE DETETIVE;

Há aquela que sempre sabe tudo, chamaremos essa de MÃE ENCICLOPÉDIA;

Existe aquela que diz que você vai quebrar a cara se fizer isso ou aquilo, e quando você não ouve seu conselho, acaba quebrando a cara mesmo, essa chamaremos de MÃE PROFETA.

Poderia citar aqui vários tipos de mãe, entretanto, não importa qual o tipo de mãe você tem, o importante é amá-la com toda a força de seus músculos.

P.S.: Parafraseando Allan Kardec: “Honre sua mãe, respeite-a, mas também assisti-a nas suas necessidades; proporcionar-lhe o repouso na velhice; cerque-a de solicitude, como ela fez por nós na infância.”

segunda-feira, 5 de maio de 2014

LIÇÃO 06 – O MINISTÉRIO DE APÓSTOLO

SUBSÍDIO PARA A ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL.

2º TRIMESTRE DE 2014/CPAD

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Efésios 4.7-16

TEXTO ÁUREO:E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores” (Ef 4.11).

INTRODUÇÃO:
Estudaremos acerca dos dons ministeriais, são eles: ‘apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e doutores’, eles identificam uma diversidade enorme de funções, ofício e atividades, de homens, chamados por Deus, e designados pela igreja local, para exercerem a operacionalidade de serviços ou ministério. Nesta aula observaremos o Ministério de Apóstolo.

I – O COLÉGIO APOSTÓLICO

1.   O termo “apóstolo”.
A palavra apóstolo em grego tem o significado de um enviado, um mensageiro ou um delegado. Logo, Apóstolo é uma pessoa comissionada por Cristo para ir onde Ele ordenar.

2.   O colégio apostólico.
O grupo dos 12 primeiros discípulos de Jesus (Mt 4.12-25; 10.2-4 Mc 14-20; Lc 5.1-11; Jo 1.35-51), que foram convidados por Ele para dar início ao seu ministério terreno. Esses 12 apóstolos passaram aproximadamente 3 anos aprendendo aos pés do Mestre dos mestres. Logo em seguida colocaram em pratica tudo o haviam aprendido com o maior Mestre da História.
 
3.   A singularidade dos doze.
Eles tiveram o privilegio de estarem sempre com Cristo. Mesmo sendo homens cheios de defeitos, tiveram um treinamento aos pés do Mestre dos mestres. Sobre a singularidade dos doze, vale observar que: 1º Foram chamados por Jesus. Jesus em seu ministério terreno teve muitos discípulos (Mt 8.21; 9.57-62). Todavia, para cumprir a grande missão, Jesus selecionou apenas 12, e lhes deu credenciais e poder para se tornarem apóstolos (Mt 10.1; Lc 6.12). 2º Receberam autoridade espiritual. “E, CHAMANDO os seus doze discípulos, deu-lhes poder sobre os espíritos imundos, para os expulsarem, e para curarem toda a enfermidade e todo o mal.” (Mt 10.1). Todos nós temos essa autoridade espiritual (Mc 16.17,18), porém, inicialmente, essa autoridade foi concedida aos 12 discípulos. 3º Tinham delegação de Cristo. “Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco; assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós. E, havendo dito isto, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados lhes são perdoados; e àqueles a quem os retiverdes lhes são retidos.” (Jo 20.21-23). Logo, os 12 não foram apenas “enviados”, mas tiveram um mandato especial. Observe o grau de autoridade dos 12 quando Jesus diz: “Àqueles a quem perdoardes os pecados lhes são perdoados...” (Jo 20.23).

II – O APÓSTOLO PAULO

1.   Saulo e sua conversão.
A narrativa da conversão de Saulo foi inserida na história da expansão do Evangelho na Palestina. (At 9.1-31). Conforme o Evangelho avançava na direção do mundo gentio, Deus preparava um vaso escolhido para ser o principal instrumento nessa missão. A conversão de Saulo também está relatada em (At 22.4-16; 26.12-18). Embora Saulo nascesse e fosse criado na cidade gentia de Tarso, na Cilícia (At 22.3), estudou em Jerusalém aos pés de Gamaliel, um dos notáveis rabinos judeus daquele tempo (At 5.34). Era considerado um aluno brilhante (Gl 1.14) e um zeloso fariseu (Fp 3.5). Agora Saulo executou o papel do mais zeloso representante dos judeus na perseguição à igreja. A violência de sua perseguição está descrita em (At 26.10,11). Seu alvo era compelir os cristãos a negar a sua fé sob pena de prisão e até mesmo morte. Todavia, o jato de luz apareceu a Saulo perto do meio-dia (At 22.6; 26.13), mas a luz era mais forte do que a luz do sol. E uma voz que informou a Saulo que ao perseguir os cristãos ele perseguia a Cristo. A transformação de Saulo deixou seus ouvintes muito admirados (At 9.21,22). Saulo agora seria perseguido por causa do Evangelho de Cristo.

2.   Um homem preparado para servir.
Em 2 Tm 4.7 temos a declaração de um líder-servo que soube cumprir a sua tarefa: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé”. O Combate para Paulo foi mais do que uma batalha feroz e momentosa; foi uma competição, uma corrida que exigiu todo o entusiasmo de um espírito fervoroso e consagrado (At 20.24). Combater o bom combate implica em tê-lo ganhado. Carreira, a palavra pode significar uma volta na pista de corrida. Paulo terminou a sua carreira com sucesso e passou a fé aos outros. Guardei., guardar não significa somente “preservar”, mas também “observar e praticar”.  A é o testemunho completo do Evangelho, retrocedendo às palavras de Jesus aos seus discípulos (Rm 10.17; Hb 2.3,4; Ap 14.12).
  
3.   “O menor dos apóstolos”.
Paulo se considera, comparado com os outros apóstolos, como uma criança abortiva (1 Co 15.8) que seja olhada entre crianças perfeitamente formadas, porque ele foi elevado do seu papel de perseguidor ao de apóstolo. Os 12 apóstolos responderam ao chamado amoroso do Salvador, mas o chamado de Paulo na Estrada de Damasco quase teve o elemento da força em si. Portanto, ele magnifica a graça de Deus que veio a ele (Ef 3.8; 1 Tm 1.15).

III. APOSTOLICIDADE ATUAL (Ef 4.11)

1.   Ainda há apóstolos?
 Apóstolos como eles (12) não existem mais. Eles eram apóstolos no sentindo escrito da palavra, e nas circunstancias em foram chamados e enviados por Jesus. Jesus disse aos seus apóstolos: “E vós sois os que tendes permanecido comigo nas minhas tentações” (Lc 22.28). Os discípulos estiveram com Cristo durante todo o seu ministério terreno e puderam compartilhar momentos bons e ruins.

2.   Apóstolos fora dos doze.
Jesus separou 70 discípulos, que, sendo enviados, foram de 2 em 2, cumprindo assim o papel de apóstolos (Lc 10.1). Mas, além deles, o Novo Testamento também cita outros exemplos de apóstolos, como Paulo (1 Co 15.9; Rm 1.1; 2 Co 1.1), Barnabé (At 14.14) entre outros apóstolos (Rm 16.7; Gl 1.19; 1 Ts 2.6,7).

3.   O ministério apostólico atual.
Os apóstolos originais do Novo Testamento não têm sucessores. O ministério dos 12, ou do colégio apostólico, não se repete. Nenhum dos 70, nem qualquer dos apóstolos da Igreja Primitiva; ou dos tempos antigos, modernos, atuais, ou futuros, jamais terá seu nome nos fundamentos da Nova Jerusalém. Atualmente o que vemos como ministério de caráter apostólico, é o trabalho dos missionários, quando são enviados para desbravar campos, em países de povos não alcançados pelo evangelho de Cristo. O ministério de caráter apostólico deve ser desenvolvido, na atualidade, ao lado dos demais ministérios, indispensáveis à unidade e à edificação do corpo de Cristo.


CONCLUSÃO:
O ministério apostólico no sentido escrito da palavra, não existe mais. Todavia, o ministério de caráter apostólico, realizados por missionários e evangelizadores, com a finalidade de estabelecer igrejas, em diversos lugares, é perfeitamente atual.




REFERÊNCIAS:

BARSA, Dicionário da Língua Portuguesa / Barsa Planeta Internacional; [lexicógrafa responsável Thereza Christina Pazzoli]. Barsa Planeta, São Paulo, 2008.

BÍBLIA. Português. Bíblia Sagrada. Versão Almeida Corrigida. Tradução de João Ferreira de Almeida. 2. ed. São Paulo, 1997.

BOYER, Orlando. PEQUENA ENCICLOPÉDIA BÍBLICA. São Paulo: Editora Vida, 1998.

GILBERTO, Antonio. 1 Coríntios: Os problemas da Igreja e suas soluções. In Lições Bíblicas para a Escola Dominical. 2º Trimestre de 2009. Rio de Janeiro: CPAD. 

KALISHER, Meno. O livro dos dons: dons do Espírito Santo, curas, sinais e milagres. Tradução de Jamil Abdalla Filho. Porto Alegre: Actual Edições, 2009.

LOPES, Hernandes Dias. 1 Coríntios: Como resolver conflitos na Igreja. São Paulo: Hagnos, 2008.

RENOVATO, Elinaldo. DONS ESPÍRITUAIS & MINISTERIAIS: Servindo a Deus e aos homens com poder extraordinário. Rio de Janeiro: CPAD, 2014.

STAMPS, Donald. Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.

domingo, 27 de abril de 2014

LIÇÃO 05 – DONS DE ELOCUÇÃO

SUBSÍDIO PARA A ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL.

2º TRIMESTRE DE 2014/CPAD

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: 1 Coríntios 12.7,10-12; 14.26-32

TEXTO ÁUREO:Se alguém falar, fale segundo as palavras de Deus; se alguém administrar, administre segundo o poder que Deus dá; para que em tudo Deus seja glorificado por Jesus Cristo, a quem pertence a glória e poder para todo o sempre. Amém.” (1 Pe 4.11).

INTRODUÇÃO:
Deus sempre quis comunicar-se com o homem. O relato bíblico sobre a criação do ser humano demonstra, de modo bem evidente, que Deus comunicava-se com o ser criado. Estudaremos a respeito dos três Dons de Elocução, a saber, Dom de Profecia, Dom de Variedade de Línguas e o Dom de Interpretação das Línguas. Os principais propósitos destes Dons são: edificação, exortação e consolação da Igreja (1 Co 14.3). A igreja precisa ter muito cuidado com a manifestação destes Dons, pois atualmente, há muita confusão e falta de sabedoria no uso dos mesmos, principalmente  o de profecia. Por isso é bastante oportuno o estudo sobre este tema, a fim de que não sejamos enganados pelos falsos profetas que têm ardilosamente se infiltrados no meio do povo de Deus.

I – O DOM DE PROFECIA (1 Co 12.10)

1.   O que é o dom de profecia?
Trata-se de um dom que capacita o crente a transmitir uma palavra ou revelação diretamente de Deus, sob o impulso do Espírito Santo (Ver. 1 Co 14.24,25,29-31). O dom de profecia, no Novo Testamento, possui algumas diferenças em relação ao ministério profético do Antigo Testamento. Na Antiga Aliança, os profetas, ou mensageiros de Deus, tinham mensagens dirigidas a todo o povo, à nação de Israel e, em determinadas ocasiões, a pessoas individualmente, a reis, a profetas e a quem Deus quisesse enviar sua palavra. Em o Novo Testamento, a mensagem profética é proclamar, no seio de uma igreja local. Dificilmente, há uma mensagem para toda a nação. Embora essa hipótese não seja descartada, afinal, Deus fala e age como quer.

2.   A relevância do dom de profecia.
Se o dom de profecia não fosse importante para a Igreja, certamente Paulo não diria: "Segui a caridade e procurai com zelo os dons espirituais, mas principalmente o de profetizar." (1 Co 14.1). Para que não haja desordem no culto, ou seja, quando houver num mesmo culto vários irmãos que profetizam e todos eles desejam trazer uma mensagem da parte de DEUS à igreja, Paulo orienta então que haja no máximo, durante um mesmo culto, dois ou três irmãos que profetizem, sendo que um deve esperar pelo outro, assim um profetiza, depois outro e depois outro (1 Co 14.29-31). Essas profecias deveriam ser julgadas de acordo com a Palavra de DEUS, de acordo com a santidade e honestidade daqueles que as transmitiam e pela sua veracidade comprovada pelos que as receberam (1 Co 14.29).

3.   Propósitos da profecia.
O dom de profecia tem três propósitos básicos, em proveito da igreja: “Mas o que profetiza fala aos homens, para edificação, exortação e consolação.” (1 Coríntios 14.3). Edificação: Deus usa um profeta para transmitir uma mensagem da parte de Deus, visando corrigir ou colocar “no prumo”, ou “no nível”, alguma área da edificação espiritual. Exortação: Uma mensagem profética ajuda a entender como aplicar a profecia Maior, que é a Bíblia Sagrada, para os dias presentes, quando surgem problemas, situações e circunstâncias, que não existiam, quando a mensagem bíblica foi escrita. Sem o ensino da Palavra de Deus e da mensagem profética o povo se corrompe: “Não havendo profecia, o povo corrompe...” (Pv 29.18a). Consolação: Paulo diz que todos os crentes podem profetizar (se Deus conceder tal dom), visando a consolação da igreja: “Porque todos podereis profetizar, uns depois dos outros; para que todos aprendam, e todos sejam consolados.” (1 Coríntios 14.31 – grifo nosso). O Espírito Santo é chamado de “O outro Consolador” (cf. Jo 14.16). Ele é o parakleto prometido por Cristo. Por isso, também usa o dom de profecia, para transmitir mensagem de consolação aos servos de Deus.

II – VARIEDADE DE LÍNGUAS (1 Co 12.10)

1.   O que é o dom de variedade de línguas?
É uma comunicação direta com Deus, mediante o Espírito Santo, sem quaisquer impedimentos (1 Co 14.2). “Línguas” (gr. glossa, que significa língua) como manifestação sobrenatural do Espírito. Essas línguas podem ser humanas e vivas (At 2.4-6), ou uma língua desconhecida na terra, por exemplo, “línguas... dos anjos” (1 Co 13.1). A língua falada através desse dom não é aprendida, e quase sempre não é entendida, tanto por quem fala (1 Co 14.14), como pelos ouvintes (1 Co 14.16).

2.   Qual é a finalidade do dom de variedade de línguas?
Edificação da igreja: “Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação.” (1 Co 14.26). Desse modo, uma finalidade fundamental do dom de variedades de línguas é transmitir à igreja uma mensagem em línguas, e, por isso, precisa de interpretação para que essa seja edificada. Edificação pessoal: “O que fala em língua desconhecida edifica-se a si mesmo, mas o que profetiza edifica a igreja.” (1 Co 14.4). No caso do crente falar em línguas, para edificação pessoal, não há necessidade de interpretação. “Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja, e fale consigo mesmo, e com Deus.” (1 Co 14.28). É um dom valioso para edificação pessoal. Glorificação a Deus: “[...] todos nós temos ouvido em nossas próprias línguas falar das grandezas de Deus.” (At 2.11). Na descida do Espírito Santo, no Dia de Pentecostes, as pessoas de diversas nações, ali presentes, ouviram os apóstolos, após o batismo com o Espírito Santo, “falar das grandezas de Deus” (At 2.11). Jesus disse certa vez que enviaria o Espírito Santo com a missão de anunciar a Cristo, e glorificar ao Senhor: “Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar.” (Jo 16.14).
  
3.   Atualidade do dom.
Jesus disse que os discípulos seriam batizados com o Espírito Santo: “E, estando com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, que, disse ele, de mim ouvistes. Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias.” (At 1.4,5). E acrescentou, respondendo a uma pergunta dos discípulos sobre a restauração de Israel: “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra.” (At 1.8).

III. INTERPRETAÇÃO DE LÍNGUAS (1 Co 12.10)

1.   Definição do dom.
Trata-se da capacidade concedida pelo Espírito Santo, para o portador deste dom compreender e transmitir o significado de uma mensagem dada em línguas. Tal mensagem interpretada para a Igreja reunida, pode conter ensino sobre a adoração e a oração, ou pode ser uma profecia. É evidente que esse dom opera juntamente com o dom de línguas (1 Co 14. 5,13,27,28).

2.   Há diferença entre dom de interpretação e o de profecia?
Sim. A diferença maior é que no dom de profecia a mensagem sobrenatural do Espírito Santo é dada na língua do ouvinte, enquanto que no dom de interpretação de línguas é dada a mensagem do Espírito Santo em línguas desconhecidas para o que fala e para o que houve, havendo necessidade de um interprete para que a mensagem seja válida para a pessoa a quem foi direcionada a ouça e entenda. Estevam Ângelo de Souza definiu bem essa questão quando disse que “não haverá interpretação se não houver quem fale em línguas estranhas para serem interpretadas, ao passo que a profecia não depende de outro dom”.


CONCLUSÃO:
Os dons de elocução são os mais destacados na Igreja. Vemos que a adoração a Deus, em glórias, aleluias e em línguas estranhas, é muito mais eloquente para a adoração individual e coletiva. E, quando o dom de variedade de línguas é praticado, com interpretação, é de grande valor para a igreja. Os dons de expressão verbal têm grande efeito na transmissão da mensagem da parte de Deus para os crentes nas igrejas locais. Oremos para que o avivamento não se apague, no meio das igrejas cristãs, até a volta de Jesus.



REFERÊNCIAS:

BARSA, Dicionário da Língua Portuguesa / Barsa Planeta Internacional; [lexicógrafa responsável Thereza Christina Pazzoli]. Barsa Planeta, São Paulo, 2008.

BÍBLIA. Português. Bíblia Sagrada. Versão Almeida Corrigida. Tradução de João Ferreira de Almeida. 2. ed. São Paulo, 1997.

BOYER, Orlando. PEQUENA ENCICLOPÉDIA BÍBLICA. São Paulo: Editora Vida, 1998.

GILBERTO, Antonio. 1 Coríntios: Os problemas da Igreja e suas soluções. In Lições Bíblicas para a Escola Dominical. 2º Trimestre de 2009. Rio de Janeiro: CPAD. 

KALISHER, Meno. O livro dos dons: dons do Espírito Santo, curas, sinais e milagres. Tradução de Jamil Abdalla Filho. Porto Alegre: Actual Edições, 2009.

LOPES, Hernandes Dias. 1 Coríntios: Como resolver conflitos na Igreja. São Paulo: Hagnos, 2008.

RENOVATO, Elinaldo. DONS ESPÍRITUAIS & MINISTERIAIS: Servindo a Deus e aos homens com poder extraordinário. Rio de Janeiro: CPAD, 2014.

STAMPS, Donald. Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.

sábado, 19 de abril de 2014

LIÇÃO 04 – DONS DE PODER

SUBSÍDIO PARA A ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL.

2º TRIMESTRE DE 2014/CPAD

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: 1 Coríntios 12.4,9-11

TEXTO ÁUREO:A minha palavra, e a minha pregação, não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração de Espírito e de poder, Para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus.” (1 Co 2.4,5).

INTRODUÇÃO:
Jesus, em seu ministério terreno, demostrou que não viera trazer mais uma corrente filosófica para o mundo. Jesus começou, transformando “água em vinho” (Jo 2.10). “Curou cegos” (Mc 10.51,52; Jo 9.6,7), “paralíticos” (Mt 8.6,13; 9.6,7), “[...] e traziam-lhe todos os que padeciam, acometidos de várias enfermidades e tormentos, os endemoninhados, os lunáticos, e os paralíticos, e ele os curava.” (Mt 4.24). Jesus fez o que nenhum líder de religião fizera ou haveria de fazer: ressuscitou mortos, inclusive Lazaro, cujo corpo já entrara em estado de decomposição avançada (Jo 11.43). Além de demostrar o poder sobre as forças da natureza. Acalmou a tempestade, repreendendo o vento e o mar (Mt 14.22-34). E, para provar que tinha suprema autoridade sobre todos os poderes, expulsou demônios, libertando os oprimidos do Diabo (Mt 8.28-34). A história da igreja é uma história de pregação e de poder de Deus. Meditaremos sobre os dons de poder, tão necessário nestes tempos trabalhosos a que se referiu Paulo, “SABE, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos.” (2 Tm 3.1).

I – O DOM DA FÉ (1 Co 12.9)

1.   O que significa fé?
A palavra fé (gr. pisteuõ; lat. Fides) “ORA, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não veem.” (Hb 11.1). Para o autor de Hebreus a é uma esperança absolutamente segura de que o que se crê é verdade e o que se espera tem que sobrevir. Não é a esperança que olha para frente com um anelo ansioso; é a esperança que enfrenta o futuro com absoluta certeza. Não é a esperança que se refugia num possivelmente, mas sim que se funda numa convicção. Logo, é a confiança que depositamos em todas as providências de Deus. É a crença de que Ele está no comando de tudo, e que é capaz de manter as leis que estabeleceu. É a convicção que a sua palavra é a verdade.

2.   A fé como um dom.
É a operação sobrenatural da fé para realização de coisas tidas como impossíveis na expansão do Reino de Deus. Esse dom é concedido, num momento especial, quando só um milagre resolve algo que não tem solução, no meio da igreja, ou na vida de um servo de Deus, que atende a seus propósitos. E só é dado a quem já tem fé em Deus e em suas promessas. “[...] se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e há de passar; e nada vos será impossível.” (Mt 17.20).

3.   Exemplo bíblico do dom da fé.
O profeta Elias tinha o dom da fé segundo o relato de 2 Rs 1.10-12, onde lemos que o rei enviou um capitão de cinquenta com seus cinquenta, pedido que o profeta descesse do monte e fosse até o rei, mas o texto é claro que por duas vezes o profeta Elias disse: “Se eu sou homem de Deus, desça fogo do céu, e te consuma a ti e aos teus cinquenta. Então o fogo de Deus desceu do céu, e o consumiu a ele e aos seus cinquenta.” (2 Rs 1.10,12). Certamente vemos esse dom operando na vida de Daniel. Quando soube do decreto do rei, proibindo que alguém fizesse qualquer pedido ou suplica a qualquer pessoa ou a qualquer Deus, e não unicamente ao rei, seria lançado na cova dos leões famintos, Daniel continuou orando ao Senhor, como o fazia três vezes ao dia (Dn 6.10). Daniel foi salvo da morte (Dn 6.23). O próprio rei viu que Daniel tinha fé em seu Deus. O apóstolo Paulo, em sua viagem a Roma, foi vítima de um grande naufrágio. Escapando na Ilha de Malta, ele e os demais náufragos foram acolhidos com hospitalidade. Ali, experimentou um milagre extraordinário. Ao colocar alguns pedaços de madeiras numa fogueira, foi picado por uma cobra venenosa, conhecida na região. Os nativos logo imaginaram que Paulo iria morrer dentro de poucas horas, pois sabiam que o efeito do veneno era mortal. Mas, o servo do Deus, simplesmente, sacudiu a mão e a víbora cai no fogo, e nada lhe aconteceu (At 28.1-6). Os bárbaros acharam que o apostolo Paulo era um deus, mas, na verdade, ele era um homem de Deus.

II – DONS DE CURAR (1 Co 12.9)

1.   O que são os dons de curar?
São um dom plural na sua constituição e operação. A palavra “curar” está no plural no texto grego, indicando diferentes “curas” para vários tipos de moléstias ou enfermidades. A pluralidade dos dons de curar parece indicar que há pessoas que têm o dom de orar por determinadas enfermidades; e outras, para orar por outros tipos de doenças. Esses dons são concedidos à igreja para a restauração da saúde física, por meios divinos e sobrenaturais (Mt 4.23-25; 10.1; At 3.6-8; 4.30).

2.   A redenção e as curas.
“E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo.” (Rm 8.23). A adoção pela qual o crente espera refere-se à redenção do nosso corpo, sua libertação do pecado e da limitação, cuja pressão estamos constantemente sentindo, enquanto temos nossos corpos mortais. Neste mundo o homem é corpo e espírito; e no mundo de glória será salvado o homem total. Só que seu corpo já não será mais vítima da corrupção e instrumento do pecado: será um corpo espiritual apto para a vida de um homem espiritual. Enquanto não recebemos o corpo glorioso estaremos sujeitos a toda sorte de doenças.
  
3.   A necessidade desses dons. 
Devido à multiplicação assustadora das doenças, sem dúvida, os dons de curar são muito necessários. É desejável que os crentes em Jesus Cristo procurem “com zelo os melhores dons” (1 Co 12.31). Deus não muda, “Porque eu, o SENHOR, não mudo [...]” (Ml 3.6); Jesus Cristo continua o mesmo, “Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente.” (Hb 13.8); e o Espírito Santo continua a distribuir os dons espirituais aos que os buscam com zelo, “Porque a um pelo Espírito é dada [...]” (1 Co 12.8).

III. O DOM DE OPERAÇÃO DE MARAVILHAS (1 Co 12.10)

1.   O dom de operação de maravilhas.
Estes dois vocábulos que designam este dom, no original, estão no plural. São operações de milagres extraordinários, surpreendentes e espantosos para levar os incrédulos à conversão: convencer os céticos e fortalecer os crentes fracos e duvidosos quanto à suficiência infinita de Deus. O dom de milagres provoca o desprendimento de energia divina, a fim de operar grandes mudanças na ordem natural das coisas. Um milagre é uma manifestação de poder sobrenatural no reino natural.

2.   Exemplos bíblicos.
Moisés, na travessia do Mar Vermelho. O povo de Israel, com cerca de 3 milhões de pessoas, jamais teria condições de adentrar as águas à sua frente, acossado pelo exército de Faraó. Mas Deus fez o impossível, alterando o curso dos elementos da natureza (Êx 14.21,22). Josué, o fenômeno em que o sol se deteve por quase um dia inteiro, para que Josué pudesse vencer os amorreus, é um exemplo típico de um milagre ou de maravilhas operada por Deus envolvendo seus servos. Pelas leis da mecânica celeste, o sol se põe, no final da tarde. Mas, se a noite caísse, Israel não teria condições de vencer os poderosos exércitos inimigos. Tal situação exigia uma ação de emergência. E Josué, o líder da tomada da terra prometida, pôs sua fé em ação, e confiou em Deus, ao determinar que o Sol se detivesse em Gibeão, e a lua se detivesse, no vale de Aijalom (Js 10.13,14). Eliseu, em meio a uma grave crise climática, em Israel, uma viúva clamou ao profeta Eliseu para que seus dois filhos não fossem levados cativos para pagar dívidas deixadas pelo seu esposo. Eliseu perguntou o que ela tinha em casa, e, em resposta, a mulher disse que só tinha “uma botija de azeite” (2 Rs 4.2). O profeta Eliseu, disse à mulher que conseguisse muitos vasos com seus vizinhos, e os enchesse com aquela pequena quantidade de azeite. A mulher obedeceu ao profeta, e presenciou, com seus filhos um milagre extraordinário. Imediatamente a viúva foi contar ao homem de Deus o que havia ocorrido, o profeta de Deus disse: “[...] Vai, vende o azeite, e paga a tua dívida; e tu e teus filhos vivei do resto.” (2 Rs 4.7).

3.   Distorções no uso dos dons de curar e de operações de maravilhas.
Os dons de curar e de operações de maravilhas devem ser usados de forma consciente, se você possui esses dons ou deseja possuí-los, lembre-se que eles foram recebidos de graça: “[...] de graça recebestes, de graça dai.” (Mt 10.8). Logo, os dons de curar e de operações de maravilhas assim como os demais dons, devem ser usados para edificação da igreja da mesma forma que foram recebidos: de graça. Se é da vontade de Deus, e motivo para glorificação ao seu nome, ele pode conceder autoridade a qualquer um de seus servos para operar milagres extraordinários.

CONCLUSÃO:
Nestes tempos trabalhosos a que se refere o apóstolo Paulo (2 Tm 3.1), a igreja cristã está sendo submetida aos piores ataques de sua história. Todavia, mediante os dons de poder, a autoridade e o poder divinos manifestam-se no crente de maneira sobrenatural sobre o mundo físico. Esses dons são: , Curas, e Operação de Maravilhas. Os dons de poder fazem parte do arsenal espiritual que garante a vitória da igreja contra as hostes do mal.


REFERÊNCIAS:

BARSA, Dicionário da Língua Portuguesa / Barsa Planeta Internacional; [lexicógrafa responsável Thereza Christina Pazzoli]. Barsa Planeta, São Paulo, 2008.

BÍBLIA. Português. Bíblia Sagrada. Versão Almeida Corrigida. Tradução de João Ferreira de Almeida. 2. ed. São Paulo, 1997.

BOYER, Orlando. PEQUENA ENCICLOPÉDIA BÍBLICA. São Paulo: Editora Vida, 1998.

GILBERTO, Antonio. 1 Coríntios: Os problemas da Igreja e suas soluções. In Lições Bíblicas para a Escola Dominical. 2º Trimestre de 2009. Rio de Janeiro: CPAD. 

KALISHER, Meno. O livro dos dons: dons do Espírito Santo, curas, sinais e milagres. Tradução de Jamil Abdalla Filho. Porto Alegre: Actual Edições, 2009.

LOPES, Hernandes Dias. 1 Coríntios: Como resolver conflitos na Igreja. São Paulo: Hagnos, 2008.

RENOVATO, Elinaldo. DONS ESPÍRITUAIS & MINISTERIAIS: Servindo a Deus e aos homens com poder extraordinário. Rio de Janeiro: CPAD, 2014.

STAMPS, Donald. Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.

domingo, 13 de abril de 2014

LIÇÃO 03 – DONS DE REVELAÇÃO

SUBSÍDIO PARA A ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL.

2º TRIMESTRE DE 2014/CPAD

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: 1 Coríntios 12.8-10; Atos 6.8-10; Daniel 2.19-22

TEXTO ÁUREO:Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação.” (1 Co 14.26).

INTRODUÇÃO:
Por intermédio dos dons de revelação, a Igreja de Cristo manifesta sabedoria, ciência e discernimento sobrenaturais. Esses dons são concedido ao homem salvo, para que, por eles, a “multiforme sabedoria” divina seja manifestada no meio da Igreja, e os crentes em Jesus sejam protegidos das sutilezas do Adversário e das maquinações humanas contra a fé cristã.

I – A PALAVRA DA SABEDORIA

1.   Conceito.
A palavra grega que traduzimos por sabedoria é sofhia. Clemente de Alexandria a definiu como “o conhecimento das coisas humanas e divinas e de suas causas”. Aristóteles a descreveu como “a luta por alcançar os melhores fins e utilizando os melhores meios”. Esta sabedoria é mais elevada; é nada menos que o conhecimento do próprio Deus.  Provém nem tanto do pensamento e da mente como da comunhão com Deus. É a sabedoria que conhece a Deus. Conhecimento – em grego, gnosis – significa algo muito mais prático. É o conhecimento que sabe agir diante de qualquer situação.

2.   A Bíblia e a palavra de sabedoria.
No Antigo Testamento, temos alguns exemplos marcantes dessa revelação da sabedoria de Deus. Vemos tal sabedoria na construção do Tabernáculo (Êx 36.1,2). O profeta Daniel tinha deste dom, segundo relata o escritor sagrado (Dn 1.17; 5.11,12; 10.1). Em o Novo Testamento, há diversas referências quanto à aplicabilidade dessa sabedoria divina. Paulo exorta aos colossenses a que saibam transmitir a palavra aos ouvintes, dizendo: “Andai com sabedoria para com os que estão de fora, remindo o tempo. A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibais como vos convém responder a cada um” (Cl 4.5,6). A falta dessa sabedoria de Deus pode causar graves prejuízos à pregação do evangelho. Na vida de Jesus, como o “Filho do Homem”, por diversas vezes, ele demostrou essa sabedoria vinda do alto. Ao chegar à sua pátria, causou profunda admiração em seus conterrâneos, por causa da sabedoria como que ministrava a mensagem. “E, chegando à sua pátria, ensinava-os na sinagoga deles, de sorte que se maravilhavam, e diziam: De onde veio a este a sabedoria, e estas maravilhas? Não é este o filho do carpinteiro? e não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, e José, e Simão, e Judas? E não estão entre nós todas as suas irmãs? De onde lhe veio, pois, tudo isto?” (Mt 13.54-56).

3.   Uma liderança sábia.
Há Pastores, que usam o púlpito, de maneira arrogante e prepotente. Criticam a igreja ‘A’, igreja ‘B’, Chamando-as de ‘igrejinhas fundos de quintal’ etc. Certa vez ouvir um pastor dizer: “nas outras igrejas estão servindo bolotas de porcos, mas na nossa igreja servimos a Palavra de Deus”.  A sabedoria desses tipos de Pastores não é do Espírito Santo. “Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica.” (Tg 3.15). A sabedoria que vem do alto aconselha, orienta, consola, caso isso não aconteça, essa sabedoria é terrena, animal e diabólica.

II – PALAVRA DA CIÊNCIA

1.   O que é?
É a manifestação da ciência ou do conhecimento de Deus, concedido ao homem salvo. Trata-se de uma mensagem vocal, inspirada pelo Espírito Santo, revelando conhecimento a respeito de pessoas, de circunstâncias, ou de verdades bíblicas. Este dom prevê um conhecimento extraordinário e sobrenatural. A palavra da ciência não é adivinhação nem expressão de tentativa de erro e acerto. É dada pelo Espírito Santo.

2.   Sua função.
O dom da palavra da ciência visa à edificação da igreja. Deus nos dá dons para servirmos uns aos outros e não para tocarmos trombeta exaltando nossas virtudes ou habilidades. Um indivíduo jamais deveria acender as luzes da ribalta sobre si mesmo no exercício do dom espiritual. A finalidade do dom espiritual não é a autopromoção, mas a edificação do próximo.
   
3.   Exemplos bíblicos da palavra da ciência. 
Este dom certamente operava nos profetas Eliseu (2 Rs 5.25,26); Aías (1 Rs 14.1-8). Quando o profeta Samuel disse a Saul que as jumentas do pai já haviam sido encontradas, foi pela ciência ou conhecimento de Deus (1 Sm 9.15-20).

III. DISCERNIMENTO DOS ESPÍRITOS

1.   O dom de discernir os espíritos.
É a identificação sobrenatural de operações de espíritos quanto à sua origem e intenções: espíritos enganadores, demoníacos e humanos. É um dom defensivo que evita que sejamos enganados pelo adversário. Em determinadas ocasiões, uma manifestação espiritual pode apresentar-se, no meio da congregação, ou diante de um servo de Deus. Aparência de genuína, e ser uma manifestação diabólica, ou artimanha de origem humana. Pelo entendimento e pela lógica humana, nem sempre é possível avaliar a origem das manifestações espirituais. Mas, com o dom de discernir os espíritos o servo de Deus ou a igreja não será enganada.
 
2.   As fontes das manifestações espirituais.
As manifestações espirituais podem ter basicamente, três fontes (origens): de Deus, do maligno e do homem (da carne). Através desse dom, em suas diversas manifestações, a igreja pode detectar a presença de demônios, no meio da comunidade ou congregação, a fim de expulsá-los em nome de Jesus.

3.   Discernindo as manifestações espirituais.
A manifestação espiritual precisa passar por duas provas de sua legitimidade: 1ª A prova doutrinária e 2ª a prova prática.
A prova doutrinária pode basear-se no ensino do apóstolo João, em (1 Jo 4.1-6). Provai.  Significa fazer passar por um teste com propósito de se aprovar. Vem de Deus no sentido que se origina nEle, e provém dEle. Por isso, João, pede aos crentes que provem se realmente os espíritos têm sua origem e procedência em Deus.
A prova prática tem base no ensino de Jesus, quando advertiu acerca dos falsos profetas, que podem ser conhecidos pelos “seus frutos”, ou seja, pelo seu caráter, demonstrado em seu testemunho, na vida prática (Mt 7.15-20). Aqueles que entram pelo caminho apertado precisam se precaver contra os falsos profetas, que dizem guiar os crentes, mas que na realidade praticam a mentira. Disfarçados como ovelhas não deve ser entendido como a vestimenta de profeta, mas é um contraste evidente aos lobos perversos. O povo de Deus de todas as épocas precisou estar alerta contra os líderes mentirosos (cf., Dt 13.1; At 20.29; 1 Jo 4.1; Ap 13.11-14). Pelos seus frutos. As doutrinas proferidas por esses falsos profetas, mais do que as obras que praticam, uma vez que a aparência exterior pode não despertar suspeitas. O teste do profeta é a sua conformidade com as Escrituras (1 Co 14.37; Dt 13.1-5). Árvore má. Uma árvore arruinada, sem valor, inútil. A falta de utilidade de uma árvore como essa exige a sua imediata retirada do pomar para que não prejudique as outras.

CONCLUSÃO:
Considere-se a proliferação, inclusive dentro das igrejas, de falsas doutrinas, de imitação dos dons, de modernismo teológicos, de inovações antibíblicas, de falsos avivalistas, de “milagreiros” ambulantes etc. Os dons de saber ou dons de revelações são de grande necessidade aos santos, habilitando-os a entenderem muito mais e a combaterem os espíritos do erro e suas artimanhas por toda parte. Que o Senhor conceda à sua igreja dons de revelação a muitos crentes, inclusive líderes, para presidirem a igreja local com segurança espiritual e doutrinária.


REFERÊNCIAS:

BARSA, Dicionário da Língua Portuguesa / Barsa Planeta Internacional; [lexicógrafa responsável Thereza Christina Pazzoli]. Barsa Planeta, São Paulo, 2008.

BÍBLIA. Português. Bíblia Sagrada. Versão Almeida Corrigida. Tradução de João Ferreira de Almeida. 2. ed. São Paulo, 1997.

BOYER, Orlando. PEQUENA ENCICLOPÉDIA BÍBLICA. São Paulo: Editora Vida, 1998.

GILBERTO, Antonio. 1 Coríntios: Os problemas da Igreja e suas soluções. In Lições Bíblicas para a Escola Dominical. 2º Trimestre de 2009. Rio de Janeiro: CPAD.
 
KALISHER, Meno. O livro dos dons: dons do Espírito Santo, curas, sinais e milagres. Tradução de Jamil Abdalla Filho. Porto Alegre: Actual Edições, 2009.

LOPES, Hernandes Dias. 1 Coríntios: Como resolver conflitos na Igreja. São Paulo: Hagnos, 2008.

RENOVATO, Elinaldo. DONS ESPÍRITUAIS & MINISTERIAIS: Servindo a Deus e aos homens com poder extraordinário. Rio de Janeiro: CPAD, 2014.


STAMPS, Donald. Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.