domingo, 7 de fevereiro de 2016

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terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Lição 7 – As Bodas do Cordeiro

SUBSÍDIO PARA A ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL.

1º Trimestre/2016

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Mateus 22.1-14.

TEXTO ÁUREO: “E disse-me: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E disse-me: Estas são as verdadeiras palavras de Deus.” (Ap 19.9)

INTRODUÇÃO

Quando Jesus, ao instruir o memorial da ceia, disse que daquela hora em diante não beberia do fruto da videira até ao dia em que o beberia com os discípulos na casa do Pai (Mt 26.29), estava se referindo ao mesmo evento futuro descrito por João como o casamento do Cordeiro (Ap 19.7,9). A ceia das bodas do Cordeiro é a expressão máxima da relação entre Cristo e Sua Igreja. E a figura do casamento, do esposo e a esposa, que aparece na Bíblia em várias passagens (Jo 3.29; 2Co 11.2; Ef 5.25-33; Ap 19.7,8; 21.1 — 22.7). Veremos o que irá acontecer quando Jesus, com sua Igreja já glorificada e coroada, entrar nos céus. Que dia maravilhoso!

I – AS BODAS DO CORDEIRO

1. O que será? Quando alguns famosos de nosso tempo se casam, chamam de “casamento do século”, todavia, nem de longe podem se comparar com o casamento de Jesus com a sua Igreja. Jesus previu esse acontecimento: “E eu vos destino o reino, como meu Pai mo destinou, Para que comais e bebais à minha mesa no meu reino, e vos assenteis sobre tronos, julgando as doze tribos de Israel” (Lc 22.29,30). A Palavra de Deus chama de “Bodas do Cordeiro”, em Ap 19.7 está escrito: “A noiva já se aprontou” (tradução Sueca). Depois da festa a Igreja é chamada de “Esposa do Cordeiro” (Ap 21.9).

2. Quem poderá participar destas bodas? Todos os crentes de todas as épocas, desde o justo Abel; todos os que morreram com fé nos sacrifícios instituídos no Velho Testamento (sacrifícios que “cobriam” o pecado (Sl 32.1) e, por isso, tiveram seus pecados “lavados” no sangue de Jesus quando Ele morreu – morte expiatória – na cruz. Jesus em sua ressurreição, conduziu-os do “Seio de Abraão” para o Paraíso (Ef 4.7-9). João viu essa multidão inumerável que estarão com Cristo nos Céus: “E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda a tribo, e língua, e povo, e nação” (Ap 5.9). Logo, serão os que foram ressuscitados em corpo incorruptível e os vivos transformados em corpo incorruptível no arrebatamento da Igreja (1 Ts 4.16,17).  


3. Quem ficará de fora deste glorioso evento? Em Ap 22.12-15 diz: “E, eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra. Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, o primeiro e o derradeiro. Bem-aventurados aqueles que guardam os seus mandamentos, para que tenham direito à árvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas. Ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira”. Quem não puder entrar na nova Jerusalém é porque não terá sido arrebatado. Que o Senhor nos guarde. Precisamos vigiar e orar para não cairmos em tentação (Mt 26.41), e sermos apanhados de surpresa pelo arrebatamento.

II – A REJEIÇÃO AO CONVITE DO CORDEIRO

1. O convite ao povo de Israel. No texto de Mateus 22.1-14, vê-se que “um certo rei que celebrou as bodas de seu filho” (v.2). Esse rei representa Deus, o Pai, que preparou tudo nos céus, para as Bodas do Cordeiro, de seu Filho Jesus Cristo. Num primeiro momento, aquele rei manda “seus servos a chamar os convidados para as bodas; e estes não quiseram vir” (v.3). Refere-se aos judeus, que, durante séculos, não quiseram ouvir os profetas que lhes transmitiram a Palavra de Deus, convidando-os para viver com Ele. Noutro momento, o rei manda outros mensageiros para convidar o povo de Israel para as bodas do Filho do rei, mas eles rejeitam, e até matam os homens enviados (vv. 4-6). Sobre isso, João escreveu: “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam” (João 1.11).

2. A tragédia dos que rejeitam a Deus. “E o rei, tendo notícia disto, encolerizou-se e, enviando os seus exércitos, destruiu aqueles homicidas, e incendiou a sua cidade” (Mt 22.7). O rei da parábola, que representa Deus, executou um terrível juízo sobre os que rejeitaram seu honroso convite para as bodas de seu Filho. A Bíblia diz que os homicidas ficarão de fora da nova Jerusalém (Ap 22.15), e, que eles serão no lago que arde com fogo e enxofre (Ap 21.8).

3. O Rei convida a todos. “Ide, pois, às saídas dos caminhos, e convidai para as bodas a todos os que encontrardes. E os servos, saindo pelos caminhos, ajuntaram todos quantos encontraram, tanto maus como bons; e a festa nupcial foi cheia de convidados” (Mt 22.9,10). Certa vez Jesus disse: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve” (Mt 11.28-30). Logo, esse texto da parábola se cumpriu em Cristo. O Rei convida a todos, porém, poucos querem ir.

III – A NOIVA DO CORDEIRO

1. Assentados à mesa do Rei. Haverá uma grande ceia nos céus, onde Jesus, pessoalmente, há de servir aos salvos sentados à mesa junto com Abraão, Isaque e Jacó (Lc 12.35,37; 22.30; 13.28,29). Quando Cristo instituiu a Ceia, disse que não beberia mais neste mundo do fruto da videira, até o dia em que o bebesse de novo no reino de seu Pai (Mt 26.29; Mc 14.25). Será a festa gloriosa para os que vencerem todas as lutas. “O que vencer será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; e confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos” (Ap 3.5). Nessa reunião, Jesus apresentará sua Noiva, “sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante” (Ef 5.27).

2. As características da Noiva do Cordeiro. A Noiva é:

a) virgem. Indica a fidelidade com seu Noivo (Jesus). O apóstolo Paulo escreveu: “... Eu os prometi a um único marido, Cristo, querendo apresentá-los a ele como uma virgem pura” (2 Co 11.2 – NVI).

b) gloriosa. A glória da Igreja está em ser ela, hoje o templo do Espírito Santo na terra, e também em seus privilégios futuros. O apóstolo Paulo nos dá alguns traços da noiva que Jesus apresentará a si mesmo “como igreja gloriosa, sem mancha nem ruga ou coisa semelhante, mas santa e inculpável” (Ef 5.27 – NVI).

c) fiel. “Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus; porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo” (2 Co 11.2);   “E o seu senhor lhe disse: Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor” (Mt 25.21); “Além disso, requer-se dos despenseiros que cada um se ache fiel” (1 Co 4.2).

d) santa. “[...] como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, Para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível” (Ef 5.25-27).



CONCLUSÃO

No céu, os salvos receberão as recompensas (coroas) por suas obras feitas na Terra, e as bodas do Cordeiro coroará a Igreja pela sua fidelidade a Cristo. Que o Senhor nos ajude, pois, precisamos ter: a) vestidos brancos de linho fino (Ap 19.8), lavados no precioso sangue do Cordeiro (Ap 7.14); b) calçados do Evangelho da Paz (Is 52.7; Ef 6.15); c) e vasilhas para o azeite (Mt 25.4: Ef 5.18) e o próprio azeite (Mt 25.3,4), que é símbolo do Espírito Santo.

REFERÊNCIAS:

ALMEIDA, Abraão de. Manual da Profecia Bíblica. Rio de Janeiro: CPAD, 2011.
ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Vem o fim, o fim vem — A doutrina das últimas coisas. Lições Bíblicas, Rio de Janeiro, 4º trimestre, CPAD, 2004.
_____. O Começo de Todas as Coisas: Estudos sobre o Livro de Gênesis. Lições Bíblicas, Rio de Janeiro, 4º trimestre, CPAD, 2015.
ARRINGTON, French L. et STRONDSTAD, Roger.  Comentário Bíblico Pentecostal – Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.
BENTHO, Esdras Costa. Hermenêutica Fácil e Descomplicada – Como interpretar a Bíblia de maneira fácil e eficaz. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.
BERGSTÉN, Eurico. A Doutrina das últimas coisas. Rio de Janeiro: CPAD, 1982.
Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.
Bíblia de Estudo Palavras-Chave. Hebraico-Grego. Rio de Janeiro: CPAD, 2011.
Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.
BOYER, Orlando. PEQUENA ENCICLOPÉDIA BÍBLICA. Estados Unidos da América: Vida, 1998.
CABRAL, Elienai. Escatologia – O estudo das últimas coisas. Lições Bíblicas, Rio de Janeiro, 3º trimestre, CPAD, 1998.
Dicionário Barsa. São Paulo: Barsa Planeta, 2008.
ESEQUIAS, Soares. Manual de Apologética Cristã. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.
GILBERTO, Antônio. Manual da Escola Bíblica Dominical. Rio de Janeiro: CPAD, 1997.
_____. O calendário da profecia. Rio de Janeiro: CPAD, 1985.
_____. 1 Coríntios: Os problemas da Igreja e suas soluções. Lições Bíblicas, Rio de Janeiro, 2º trimestre, CPAD, 2009.
HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.
HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática. Rio de Janeiro: CPAD, 1997.
LAHAYE, Tim. Um milênio literal: Como Ensina as Escrituras. Porto Alegre: Actual Edições, 2006.
_____. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.
LIETH, Norbert. O sermão profético de Jesus: uma interpretação de Mateus 24 e 25. Porto Alegre: Actual Edições, 2005.
LOPES, Edson. Fundamentos da Teologia Escatológica. São Paulo: Mundo Cristão, 2013.
LOPES, Hernandes Dias. 1 Coríntios: Como resolver conflitos na Igreja. São Paulo: Hagnos, 2008.
MACARTHUR, John. A Segunda Vinda. Rio de Janeiro: CPAD, 2013.
PEARLMAN, Myer. Conhecendo as doutrinas da Bíblia. São Paulo: Vida, 2006.
RENOVATO, Elinaldo. O Final de Todas as Coisas: Esperança e glória para os salvos. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.
_____. 1 e 2 Tessalonicenses. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.
_____. O Final de Todas as Coisas: Esperança e glória para os salvos. Lições Bíblicas, Rio de Janeiro, 1º trimestre, CPAD, 2016.
RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. Rio de Janeiro: CPAD, 2012.
SILVA, Severino Pedro da. Escatologia, doutrina das últimas coisas. Rio de Janeiro: CPAD, 1988.
_____. Apocalipse “Versículo por versículo”. Rio de Janeiro: CPAD, 1987.
ZIBORDI, Ciro Sanches. Escatologia – a Doutrina das últimas Coisas. In: Teologia sistemática pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Lição 6 – O Tribunal de Cristo e os Galardões

SUBSÍDIO PARA A ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL.

1º Trimestre/2016

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: 1 Coríntios 3.11-15.

TEXTO ÁUREO: “Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal.” (2 Co 5.10)

INTRODUÇÃO

O tribunal de Cristo é o período de julgamento das obras dos santos arrebatados para a presença de Cristo. Ele acontecerá após o encontro entre Jesus e sua Igreja, nas nuvens (1 Ts 4.17), no “dia de Cristo” (Fp 1.10). Então os crentes arrebatados, já com seus corpos glorificados, comparecerão ante o Tribunal de Cristo (Rm 14.10; 2 Co 5.10; 1 Co 3.13-15), para que as suas obras, feitas no corpo como crentes, sejam provadas, a fim de que recebam ou não o galardão. Aqui não se trata do “Julgamento ante o Trono Branco”, este acontecerá logo após o Milênio (Ap 20.11-15) que será instaurado para o julgamento dos ímpios.

I. O TRIBUNAL DE CRISTO E OS CRENTES

1. O julgamento. O julgamento da Igreja ocorrerá logo após o Arrebatamento, antes das Bodas do Cordeiro. Acontecerá nas regiões celestiais. Neste Tribunal, os crentes serão julgados pelas obras que tiverem feito por meio do corpo, ou bem, ou mal. Em Rm 14.10 e 2 Co 5.10 Paulo alude ao que acontecerá quando Cristo Jesus congregar os remidos em torno de si, diante de seu tribunal. Haverá ali uma avaliação do que fizemos e não fizemos; mas isso não indica que será um momento de temor, mas de confiança; mais ninguém estará ali presente, a não ser os salvos: ali todos amarão o Redentor e confiarão nele. O nosso serviço a Deus é provado como pelo fogo (1 Co 3.10-15; cf. Ap 22.12).

2. Quando se dará? Após o Arrebatamento da igreja, onde os crentes serão julgados e receberão o galardão da parte do Senhor (Ap 22.12). Naquele grande Dia, todos os salvos em Cristo que serviram ao Senhor com integridade, sinceridade, fidelidade e lealdade, receberão a devida recompensa. Paulo disse que “naquele dia” receberia sua coroa (2 Tm 4.8). Pedro escreveu que, quando aparecer o SUMO PASTOR, a coroa de glória lhe será dada (1 Pe 5.4).


3. Quem será o juiz? O Senhor Jesus Cristo, o nosso querido Salvador (2 Tm 4.8). Deus lhe entregou todo o juízo (Jo 5.22). Por isto este julgamento é chamado O Tribunal de Cristo (2 Co 5.10; Rm 14.10). Será assistido pelo Espírito Santo, que operará como um fogo, pelo qual o resultado aprovado há de aparecer (1 Co 3.13; At 2.4). Os que amam a vinda do Senhor são conservados irrepreensíveis para encontrar-se com Cristo (1 Ts 5.23).

4. Onde será o Tribunal de Cristo? É evidente, embora pouco provável que o Tribunal de Cristo terá lugar nos ares, especialmente na “porta formosa do Céu (Cf. Ct 2.4; 1 Ts 4.17). Não é preciso muito esforço para perceber que o Tribunal de Cristo ocorrerá na esfera das regiões celestes. 1 Tessalonicenses 4.17 diz que seremos "arrebatados [...] entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares". Visto que o Tribunal segue a translação, os "ares" devem ser o seu palco. Isso também é apoiado por 2 Coríntios 5.1-8, em que Paulo descreve os acontecimentos que ocorrem quando o crente "deixar o corpo e habitar com o Senhor". Desse modo, isso deve acontecer na presença do Senhor na esfera dos "lugares celestiais".

II. AS OBRAS DO CRENTE E O JULGAMENTO DE CRISTO

1. A precisão do julgamento. O julgamento será preciso, pois passará pelo crivo do justo Juiz; será comparado à passagem de materiais pelo fogo (1 Co 3.13-15). Este fogo é destrutivo e não purificador; destrói apenas obras e não obreiros; causa perda e não lucro; destrói apenas o que for falso e não verdadeiro; causa apenas reprovação da obra e não do obreiro. Nessa ocasião, serão julgadas as obras – aquelas realizadas em Cristo - e não o obreiro (1 Co 3.11-15). E somente duas palavras serão ali pronunciadas: aprovado ou reprovado, pois o fogo divino declarará a obra de cada um, revelará qual foi a verdadeira intenção do coração de cada crente que será julgado. O apóstolo Paulo diz que cada crente dará contas a Deus de todas as obras que houverem praticado aqui (Rm 14.11,12). O valor perante Deus está relacionado com a fidelidade, a obediência, o amor, a abnegação e a humildade com as obras foram feitas. Aqueles que aqui procuram sua própria glória, já receberam o seu galardão, e nada lhes sobra para aquele grande dia (Mt 6.2,5,16).

2. Ouro, prata e pedras preciosas. Estes elementos representam o trabalho feito com humildade e temor, para a glória do Senhor (1Co 10:31). As obras que forem comparadas a estes três materiais serão aprovadas, e os seus praticantes serão galardoados (1 Co 3.13,14). Veja análise de cada elemento:

a) Ouro. Na Bíblia, o ouro é simboliza as coisas de procedência divina (Jó 22.23-25; Ml 3.3; Ap 3.18; 22.18,22). São obras que são feitas para a glória de Deus, feitas em comunhão com Ele, "feitas em Deus" (João 3.21), de pleno acordo a Palavra de Deus (1 Co 4.6). O crente que glorifica a Deus com suas obras está praticando obras comparáveis a ouro (Mt 5.16). São "as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas" (Ef 2.10). Se tratamos os irmãos e os outros com o amor de Deus, isso é comparado a ouro. Quando usamos bem os talentos dados por Deus, realizamos obras "de ouro" (Mt 25.14,20). São obras que glorificam a Deus: "Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai, que está nos céus" (Mt 5.16).

b) Prata. Na tipologia bíblica, a prata é símbolo de redenção. No Antigo Testamento, o material usado no pagamento da redenção dos filhos de Israel era pago em prata (Ex 30.11-16; 26.25; Lv 5.15; 27.3) simbolizando a redenção de Cristo. No Novo Testamento, simboliza a redenção feita por Cristo: "sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que, por tradição, recebestes dos vossos pais" (1 Pe 1.18; 1Co 6.20). São obras feitas em Cristo. O crente que ganha almas, que prega a Palavra, que dá bom testemunho da sua fé em Jesus, está realizando obras de prata. Os obreiros do Senhor que cuidam bem do rebanho realizam obras de prata. Visitar os enfermos, os carentes, evangelizar, podem ser obras de prata.

c) Pedras Preciosas. São símbolos do Espírito Santo, ou da glória de Cristo no crente (ver João 17.22), pois antigamente os noivos adornavam as noivas com joias (Ez 16.11-14; Gn 24.22, 45; Ct 1.10,11; 4.9). Os crentes que possuem os dons espirituais (1 Co 12) têm o adorno do Espírito Santo. São obras feitas pelo poder do Espírito Santo (Rm 15.19; Fp 3.3; Cl 1.29; Tt 3.5). São obras na unção do Espírito Santo. Evangelizar, pregar, cantar na unção, podem ser pedras preciosas. É o testemunho eloquente do servo ou da serva de Deus, andando de acordo com a sã doutrina (Tt 2.10).

OBS.: Neste julgamento a Trindade está presente, simbolizada por ouro, prata e pedras preciosas; operando ativamente nas obras que, desta maneira, terão valor perante Deus.


3. As obras que perecerão. Estes tipos de materiais não resistem ao fogo. As obras que forem comparadas a estes três tipos de materiais não ensejarão galardões - "Se a obra de alguém se queimar, sofrera detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo" (1Co 3.15). Veja, a seguir, uma análise destes três elementos:

a) de Madeira. Na Bíblia, madeira é símbolo das coisas humanas. É uma figura da árvore, que cresce por si mesma. Existem obras que qualquer pecador pode fazer (Lc 6.32-34). Há crentes que fazem muitas coisas, mas buscando a glória humana. No fogo do julgamento, elas vão desaparecer. Há quem trabalha muito nas igrejas, mas não o fazem para a glória de Deus. Logo, não terão o reconhecimento por parte do Senhor. Sansão sem o poder de Deus, não podia apresentar nada de valor sobrenatural (Jz 16.17,19,21). Só lhe restava operar segundo os homens (1 Co 3.3).

b) de Feno. Feno é capim, é erva seca. Simboliza tudo que carece de renovação. São obras aparentes, mas sem consistência, como erva seca (Is 15.6). É coisa perecível (Is 51.12). Representam obras de crentes que fazem muita coisa para aparecer. A preocupação deles é com a quantidade e não com a qualidade. Um monte de feno pode ser muito grande, mas, no fogo, desaparece em segundos. Não haverá galardão para esse tipo de obra. Pregar para aparecer; pregar por dinheiro; cantar para aparecer, para ter a glória dos homens, buscando o aplauso das multidões, sem dúvida alguma, são obras de feno; aparecem muito, mas não têm consistência, e já receberam seu galardão, em termos de dinheiro; nada terão lá no Céu, pois "já receberam o seu galardão" aqui mesmo (cf. Mt 6.2,5,16).

c) de Palha. Significa a instabilidade, pois a palha é muito fraca (Ef 4.14). Não resiste à força do fogo. O vento leva com facilidade (Sl 1.4; Jó 21.18; Os 13.3). É instável. Não pode se misturar com o trigo (Jr 23.28). Palha fala também de escravidão: foi palha que os israelitas tiveram de colher no Egito (Êx 5.7). Palha representa obras sem firmeza. Há crentes que não sabem o que querem na vida cristã. Vivem mudando o tempo todo. Mudam de cargo, mudam de igreja com facilidade. São levados por "todo vento de doutrina" (Ef 4.14).

"Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo" (1 Co 3.15).
Este texto mostra que haverá crentes cujas obras não serão aprovadas no julgamento de Deus, no Tribunal de Cristo. São obras mortas, obras que não têm valor diante de Deus. São obras que alguns crentes praticam, para sua própria glória, mas não glorificam a Deus. São obras feitas por muitos de modo relaxado, sem o zelo necessário a quem serve a Deus. As obras não serão recompensadas, mas "o tal será salvo, todavia como pelo fogo"; isto quer dizer que, como não se trata de julgamento de pecados, quem pratica tais obras poderá ser salvo, mas sem recompensas ou galardões. Não haverá inveja ou tristeza, pois tais sentimentos são carnais e não entrarão no Céu. Só o fato de chegar lá já será motivo de grande alegria. Mas é melhor fazer o melhor para Deus, servindo-o na liberdade do Espírito, e não numa escravidão imposta por nós mesmos ou por outros.

III – A PRESTAÇÃO DE CONTAS DO CRENTE E OS GALARDÕES

1. Os pastores darão conta dos seus rebanhos.  “... porque velam por vossa alma, como aqueles que hão de dar conta delas...” (Hb 13.17) no Tribunal de Cristo, os pastores “hão de dar conta” do rebanho que lhe foi confiado. As ovelhas do Senhor devem ser bem cuidadas, adequadamente alimentadas e diligentemente protegidas. Elas foram compradas com o próprio sangue de Cristo. Desta feita, elas são de imensurável valor, e não podem ficar expostas a nenhum capricho ou descuidos de quem quer que seja. O próprio Jesus mencionou em sua oração que “nenhum dos discípulos se perdeu” (Jo 17.12). O apóstolo Paulo adverte a todos os pastores que lideram o rebanho do Senhor: “Olhai, pois, por vós e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue” (Atos 20.28).
No período do Antigo Testamento, todos os que tinham responsabilidades de liderança, como os profetas, os sacerdotes e os reis, eram considerados pastores do povo de Israel. Quanto ao rei, a sua missão era aconselhar e guiar o povo de Deus (1 Sm 9.16; ler Dt 17.14-20); quanto ao sacerdote, sua missão era santificar o povo, oferecer sacrifícios pelo povo e interceder pelos transgressores (Hb 5.:1-3; ler Lv 10.8-11; 16; 21.1-24); quanto ao profeta, sua missão era preservar o conhecimento e manifestar a vontade do único e verdadeiro Deus (Ez 2.1-10; ler Dt 18.20-22).
Todavia, a maioria dos líderes de Israel foi infiel à missão que Deus lhes entregou. Maltrataram, em vez de cuidarem das ovelhas do Senhor. Deus repudiava esses pastores relapsos e pedia-lhes severas contas pelo sofrimento que infligiam às ovelhas que lhes confiou.
Veja o que Deus diz através do profeta Ezequiel contra os pastores infiéis de Israel em Ez 34.2-6:
“2. Filho do homem, profetiza contra os pastores de Israel; profetiza e dize aos pastores: Assim diz o Senhor Jeová: Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Não apascentarão os pastores as ovelhas? 3. Comeis a gordura, e vos vestis da lã, e degolais o cevado; mas não apascentais as ovelhas.  4. A fraca não fortalecestes, e a doente não curastes, e a quebrada não ligastes, e a desgarrada não tornastes a trazer, e a perdida não buscastes; mas dominais sobre elas com rigor e dureza. 5. Assim, se espalharam, por não haver pastor, e ficaram para pasto de todas as feras do campo, porquanto se espalharam.  6. As minhas ovelhas andam desgarradas por todos os montes e por todo o alto outeiro; sim, as minhas ovelhas andam espalhadas por toda a face da terra, sem haver quem as procure, nem quem as busque.”
"Ai dos pastores de Israel". Nota-se que as palavras do Senhor dirigidas aos líderes de Israel são de condenação absoluta. Aqueles homens achavam que as posições que ocupavam eram tão dignificadas que os tornavam, automaticamente, isentos e imunes a toda e qualquer forma de crítica. Não entendiam que as posições que ocupavam, bem como as funções executadas por eles, realmente, não os isentavam de ter que admitir seus erros, de ter que confessar seus pecados e de sofrer as graves consequências dos juízos de Deus, caso não se arrependesse. Estas palavras, realmente duras da parte do Senhor, são motivadas pelo fato de que os pastores não são "donos" do rebanho de Deus e por este motivo não podem tratar o rebanho de Deus de qualquer maneira e de forma abusiva. Pastores, como diz o apóstolo Pedro, não passam de cooperadores submetidos ao Senhor Jesus, o Supremo Pastor (ver 1 Pedro 5.4).
Deus também acusa os pastores de estarem cuidando de si mesmos em vez de estarem cuidando das ovelhas: "Ai dos pastores que se apascentam a si mesmos!". Como se não fosse terrível o bastante ignorarem as necessidades das ovelhas por estarem por demais ocupados consigo mesmos, esses pastores ainda tratavam as ovelhas com extrema brutalidade, pois o profeta diz: “Comeis a gordura, e vos vestis da lã, e degolais o cevado; mas não apascentais as ovelhas" e "dominais sobre elas com rigor e dureza". O interesse daqueles pastores estava muito mais nos benefícios materiais que poderiam receber das ovelhas: carne, gordura, lã, do que nos benefícios espirituais que poderiam e deveriam repartir no cuidado do rebanho. Para Ezequiel, o interesse daqueles pastores não estava centrado no chamado de Deus e no pastoreio e sim no poder e no controle que exerciam sobre as ovelhas.
O resultado direto deste descaso e ignorância não demora a ser sentido. Ovelhas sem cuidados pastorais e maltratadas tendem a se espalhar, por não haver pastor, e acabam por tornar-se pasto para todas as feras do campo. Este é o triste fim de todas as situações de abuso espiritual que encontramos, mesmo nos dias de hoje: ovelhas dispersas, abandonadas e sendo devoradas por todos os tipos de "feras". O profeta constata esta triste realidade ao dizer: “As minhas ovelhas andam desgarradas por todos os montes e por todo o alto outeiro”. Ovelhas abusadas só conseguem resistir até certo ponto. Algumas chegam mesmo a morrer dentro do próprio redil - a comunidade local que chamamos de igreja. Outras, não aguentando mais os abusos, preferem abandonar o redil. E os pastores demonstram algum tipo de preocupação? As palavras de Ezequiel estão repletas de desconsolo neste quesito: "as minhas ovelhas andam espalhadas por toda a terra, sem haver quem as procure ou quem as busque".
Todavia, Deus tratará com firmeza aqueles que não viverem à altura dos compromissos assumidos como pastores e servos a serviço do povo de Deus. Ele diz: “Ai dos pastores que destroem e dispersam as ovelhas do meu pasto, diz o Senhor” (Jr 23.1). Porque somos ovelhas do pasto do Senhor, e Ele se mostra aborrecido quando somos maltratados por aqueles que deveriam realmente cuidar de nós.

2. Crentes darão conta de seus talentos. Deus tem dado talentos a todos os crentes, uns recebem mais e outros recebem menos, pois estes são distribuídos de acordo com a capacidade de cada um, mas todos recebem (Mt 25.14,20; Lc 12.16). No Tribunal de Cristo, o Senhor fará contas com todos nós, para saber “o que cada um ganhou negociando”. Ao lermos Mt 25.19 observarmos a prestação de contas. Onde Jesus nos ensina que teremos de prestar contas quando o Senhor voltar. Sua volta é certa. Demorará, conforme se depreende da parábola, mas acontecerá de forma inevitável. Quando o Senhor chegar, deveremos nos apresentar com os talentos que nos foram confiados, pois, na eternidade apenas as nossas obras nos seguirão (Ap 14.13). Estas obras serão manifestadas a todos e, no Tribunal de Cristo, passarão pelo teste do fogo, pela prova divina e, então, o trabalho que cada um fez por meio do corpo se revelará de forma inapelável diante daquele em que tudo está nu e patente (Hb 4.13).

3. Tipos de recompensas. O Novo Testamento usa uma linguagem especial dos tempos do primeiro século da era cristã relativa ao tipo de galardão que os vencedores das olimpíadas gregas e romanas recebiam como prêmio. Havia coroas de vários materiais representando o tipo de vitória conquistada por aqueles vencedores (1 Co 9.24,25).

a) A coroa da vitória (1 Co 9.25). É o prêmio para todo o salvo, que vencer as lutas e tentações da vida terrena. A vida cristã se constitui numa batalha espiritual contra três inimigos terríveis: a carne, o mundo e o Diabo. Esta coroa é denominada, também, como coroa incorruptível, porque se refere à conquista do domínio do crente sobre o velho homem.

b) A coroa de gozo (1 Ts 2.19; Fp 4.1). É o galardão do ganhador de almas, daquele que, além de ser fiel, vence as tentações e as barreiras da vida, esforçando-se para ganhar almas para o Reino de Deus (Pv 11.30; Dn 12.3). A palavra gozo significa prazer, alegria, satisfação. Uma das atividades cristãs que mais satisfazem o coração do crente é o ganhar almas. Isto é, praticar o evangelismo pessoal e ganhar pessoas para o reino de Deus. Na busca do gozo nesta vida, nada é comparável ao de salvar almas para Cristo, livrando-as da perdição eterna. Por isso, quem ganha almas, sábio é (Pv 11.30; Dn 12.3).

c) A coroa da justiça (2 Tm 4.7,8). É o prêmio dos fiéis, dos batalhadores da fé, dos combatentes do Senhor, os quais vencendo tudo, esperam a Sua vinda. Jesus disse: “E sereis odiados por todos por amor do meu nome; mas quem perseverar até ao fim, esse será salvo” (Mc 13.13). É o coroamento da vida do crente, “pelas veredas da justiça” (Sl 23.3b).

d) A coroa da vida (Ap 2.10; Tg 1.12). É o galardão previsto para todos os salvos, que permanecem fiéis até à morte ou à vinda de Jesus. Não se trata da simples vida que temos aqui. Essa coroa é um prêmio especial porque implica conquista de um tipo de vida superior à vida terrena, ou à simples vida espiritual, como a tem os anjos. É a modalidade de vida conquistada mediante a obra expiatória de Cristo Jesus — a vida eterna. E o galardão da fidelidade do crente.

e) A coroa de glória (1 Pe 5.2-4). É a recompensa especial para os obreiros do Senhor, que promoveram o reino de Deus na Terra, sem esperar recompensa material, com fidelidade, humildade, desprendimento e amor.

f) Galardões de servos (Mt 10.41,42). São recompensas que Jesus dará a todos os que servem a seus servos, na condição de profeta, justo, pequeninos ou discípulos.

CONCLUSÃO

Jesus em breve vem! Procuremos, portanto, viver e servir de maneira que “aquele dia” possa nos trazer alegria e glória, segundo a graça infinita do Senhor Jesus.  “Bem-aventurado aquele servo que o Senhor, quando vier, achar servindo assim” (Mt 24.46). Que possamos estar sempre prontos trabalhando na obra do Senhor, e aproveitando todo o tempo dispensado a nós, usando todos os nossos talentos na obra de Cristo, para que naquele Dia, no Tribunal de Cristo, não sejamos envergonhados na presença do justo Juiz, mas que possamos ouvir a célebre palavra dEle proferida a nós: “foste fiel no pouco sobre o muito te colocarei entra no gozo do teu Senhor” (Mt 25.21).


REFERÊNCIAS:

ALMEIDA, Abraão de. Manual da Profecia Bíblica. Rio de Janeiro: CPAD, 2011.
ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Vem o fim, o fim vem — A doutrina das últimas coisas. Lições Bíblicas, Rio de Janeiro, 4º trimestre, CPAD, 2004.
_____. O Começo de Todas as Coisas: Estudos sobre o Livro de Gênesis. Lições Bíblicas, Rio de Janeiro, 4º trimestre, CPAD, 2015.
ARRINGTON, French L. et STRONDSTAD, Roger.  Comentário Bíblico Pentecostal – Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.
BENTHO, Esdras Costa. Hermenêutica Fácil e Descomplicada – Como interpretar a Bíblia de maneira fácil e eficaz. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.
BERGSTÉN, Eurico. A Doutrina das últimas coisas. Rio de Janeiro: CPAD, 1982.
Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.
Bíblia de Estudo Palavras-Chave. Hebraico-Grego. Rio de Janeiro: CPAD, 2011.
Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.
BOYER, Orlando. PEQUENA ENCICLOPÉDIA BÍBLICA. Estados Unidos da América: Vida, 1998.
CABRAL, Elienai. Escatologia – O estudo das últimas coisas. Lições Bíblicas, Rio de Janeiro, 3º trimestre, CPAD, 1998.
Dicionário Barsa. São Paulo: Barsa Planeta, 2008.
ESEQUIAS, Soares. Manual de Apologética Cristã. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.
GILBERTO, Antônio. Manual da Escola Bíblica Dominical. Rio de Janeiro: CPAD, 1997.
_____. O calendário da profecia. Rio de Janeiro: CPAD, 1985.
_____. 1 Coríntios: Os problemas da Igreja e suas soluções. Lições Bíblicas, Rio de Janeiro, 2º trimestre, CPAD, 2009.
HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.
HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática. Rio de Janeiro: CPAD, 1997.
LAHAYE, Tim. Um milênio literal: Como Ensina as Escrituras. Porto Alegre: Actual Edições, 2006.
_____. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.
LIETH, Norbert. O sermão profético de Jesus: uma interpretação de Mateus 24 e 25. Porto Alegre: Actual Edições, 2005.
LOPES, Edson. Fundamentos da Teologia Escatológica. São Paulo: Mundo Cristão, 2013.
LOPES, Hernandes Dias. 1 Coríntios: Como resolver conflitos na Igreja. São Paulo: Hagnos, 2008.
MACARTHUR, John. A Segunda Vinda. Rio de Janeiro: CPAD, 2013.
PEARLMAN, Myer. Conhecendo as doutrinas da Bíblia. São Paulo: Vida, 2006.
RENOVATO, Elinaldo. O Final de Todas as Coisas: Esperança e glória para os salvos. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.
_____. 1 e 2 Tessalonicenses. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.
_____. O Final de Todas as Coisas: Esperança e glória para os salvos. Lições Bíblicas, Rio de Janeiro, 1º trimestre, CPAD, 2016.
RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. Rio de Janeiro: CPAD, 2012.
SILVA, Severino Pedro da. Escatologia, doutrina das últimas coisas. Rio de Janeiro: CPAD, 1988.
_____. Apocalipse “Versículo por versículo”. Rio de Janeiro: CPAD, 1987.
ZIBORDI, Ciro Sanches. Escatologia – a Doutrina das últimas Coisas. In: Teologia sistemática pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Estudante acusa presbítero da Assembleia de Deus de Sirinhaém de abuso sexual

Jovem afirma ter sido abusado, dos 12 aos 18 anos, pelo acusado, afastado em dezembro de suas funções na igreja. A relação dos dois teria se mantido, de comum acordo, até o final de 2015 quando o rapaz decidiu procurar a polícia, que está investigando o caso

Bruno pede que Assembleia de Deus também seja responsabilizada, já que supostos abusos teriam acontecido dentro do templo. Foto: Emerson Bithencourt/Cortesia

"Começou em 2002, eu tinha 12 anos. Depois do culto fomos de moto [com um mototaxista] para uma casa de praia, onde tinham outros dois adultos com mais duas crianças. No caminho, ele foi alisando minha perna e meu cabelo. Aquilo me assustou. Dormi na sala, tive medo. Falei que não tinha gostado e passei um tempo sem falar com ele. Com 13 anos ele começou a me conquistar com dinheiro, presentes. Aí começaram os beijos, carícias, masturbação e estupros, com frequência, à noite, dentro da tesouraria da igreja.”

Essas são as primeiras lembranças que o estudante Bruno Dhelena, 25, tem dos abusos que alega ter sofrido entre 2002 e 2008. O crime teria acontecido ao longo desses anos, dentro da igreja Assembleia de Deus de Sirinhaém, na Mata Sul do estado, e o autor seria um ex-presbítero e tesoureiro da igreja, que tinha 26 anos na época da primeira abordagem, e com quem Bruno seguiu se relacionando até o final de 2015. Em dezembro, o caso foi registrado na polícia e agora a Delegacia de Sirinhaém investiga a denúncia.

Em entrevista ao Diário, Bruno conta que os abusos foram evoluindo na medida que o tempo foi passando. No depoimento prestado à polícia, ele detalhou assédios, beijos e estupros, que aconteciam em motéis e também dentro da igreja, onde o suspeito trabalharia, nesta época, como tesoureiro. Nomes de testemunhas, como o mototaxista que os levou em 2002, também foram revelados, Bruno diz. 

Segundo Bruno, a relação entre os dois estava totalmente associada ao dinheiro que o religioso lhe dava. “Quando eu tinha 16 anos, ele me deu R$ 2 mil para eu comprar um Iphone. Ele praticamente me sustentava, mesmo quando fui morar em São Paulo e vivi um relacionamento lá. Minha mãe confiava muito nele. Eu fazia de tudo para que todo mundo gostasse dele”, conta o estudante, que afirma ter desenvolvido um quadro de depressão e TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) por causa das agressões.

“Quando eu tinha 22 anos, comecei a fazer terapia, a frequentar o psiquiatra e a me tratar com remédios. Entendi que aquilo não me ajudava e decidi que denunciaria aquela situação" conta. A coragem, no entanto, só veio no dia 25 de dezembro de 2015. “No mês passado, ainda fizemos sexo e eu tive que esconder tudo que já planejava. Passei o natal inteiro pensando nisso e resolvi ir até uma delegacia. A delegada me ouviu e perguntou se eu tinha vergonha. Não tenho. Estou morto por dentro e quero ressuscitar”, diz.

Além da condenação do abusador, Bruno espera que a Assembleia de Deus seja responsabilizada. “A igreja tem que se responsabilizar. Eu era uma criança, membro da igreja. Outro presbítero já chegou a nos flagrar às 23h, mas ele disse que eu estava terminando um trabalho. Não tenho medo nenhum da revanche, nem dele e nem da Assembleia. Tenho provas”, garante.

Polícia não se pronuncia 

O caso foi registrado na Central de Plantões, no Recife, e encaminhado para a Delegacia de Sirinhaém, onde o titular Carlos Veloso conduz as apurações. Para provar as acusações, Bruno enviou à polícia o áudio de um suposto diálogo entre os dois. O Diário teve acesso ao material.

Na conversa, Bruno questiona o religioso, porque ele estaria deixando de lhe dar dinheiro com facilidade, por não gostar mais dele: “Agora eu estou velho, magro, feio. É isso, não é?”, ele pergunta. Uma segunda voz, supostamente do presbítero, diz que “não é isso” e afirma": se tivesse carro iria aí agora”. O suspeito também fala que antes, por trabalhar na tesouraria da igreja, era mais fácil conseguir dinheiro.

Além dos áudios, Bruno disse à polícia que há provas do crime, inclusive fotos, em e-mails e no computador da Assembleia de Deus.

O Diário entrou em contato com o delegado, que disse que não adiantaria nenhuma informação. Ele se limitou a dizer que ainda não começou a ouvir testemunhas. "Cada um pode dizer o que quiser. Não vamos nos pronunciar porque as investigações correm em sigilo e as ouvidas só vão começar depois do carnaval", explicou o delegado Carlos Veloso. 

Segundo Bruno, a mãe de outras duas supostas vítimas vai prestar depoimento, além de outro religioso, que já o teria flagrado à noite nas dependências da igreja.

Presbítero prestou queixa por chantagem

Logo após a denúncia ser oficializada, o ex-presbítero foi afastado da função que exercia na Assembleia de Deus. Nesta terça-feira, o suspeito, que pediu para não ter  o nome divulgado e nega as acusações, prestou queixa contra Bruno, por chantagem. “Ele estava me ameaçando, meu casamento, minha família”, disse em entrevista ao Diário.

Segundo o ex-presbítero, sua relação com a família da suposta vítima começou na igreja, quando Bruno ainda tinha nove anos. Ele o acusa de não ter provas e que está fazendo isso por vingança. O acusado conta que tudo começou quando Bruno pediu que o religioso arcasse com o aluguel de uma casa no Recife, onde ele queria estudar. Diante da negativa, Bruno teria jurado se vingar.

“Ele não tem provas. Está usando isso para ser uma pessoa famosa, destacada”, rebate o suspeito, que classifica Bruno como “uma pessoa que sempre deu trabalho à família, trambiqueira e gananciosa.” “Não estou dizendo isso para me justificar, é a realidade. Se perguntar o histórico dele na cidade ninguém vai dar boas referências. Chegou a mandar fotos indecentes, indecorosas para mim. Queria me prejudicar, sou uma pessoa casada”, queixa-se o religioso, que afirma estar “arrasado” com a denúncia.

“Isso ameaça meu emprego, minha família. Fui pego de surpresa, de repente uma pessoa se levanta para fazer isso. Me senti prejudicado, sou uma liderança na igreja”, relata o ex-presbítero, que diz ter procurado Bruno para uma conversa. “Quis botar os pratos limpos, ele não quer conversa. Quer me arruinar. Estou decepcionado, como uma pessoa usa de má-fé dessa forma?”

Igreja abriu processo de exclusão

Procurada pela reportagem do Diário, a Assembleia de Deus se pronunciou através de nota. 

Confira na íntegra:

Devido à denúncia de abuso sexual supostamente sofrido por um jovem em Sirinhaém, mata sul do estado, envolvendo um membro da congregação local,a Igreja Evangélica Assembleia de Deus destituiu das atividades eclesiásticas e abriu um processo de exclusão da igreja do homem apontado como suposto autor de abusos sexuais praticados no ano de
2002 contra um menor de idade em Sirinhaém, na mata sul do Estado.

A direção da IEAD abomina este tipo de comportamento e tomou está iniciativa para contribuir com as investigações, a fim de garantir que a apuração dos fatos seja feita de maneira aprofundada pela autoridade competente.


Fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/vida-urbana/2016/01/19/interna_vidaurbana,622376/estudante-acusa-presbitero-da-assembleia-de-deus-de-sirinhaem-de-assed.shtml

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Lição 5 – O Arrebatamento da Igreja

SUBSÍDIO PARA A ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL.

1º Trimestre/2016

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: 1 Tessalonicenses 4.13-18.

TEXTO ÁUREO: “Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens [...].” (1 Ts 4.17)

INTRODUÇÃO

A mensagem do arrebatamento da Igreja tem sumido de muitos púlpitos. Quando a Bíblia fala da vinda do Senhor Jesus, o assunto aparece como um só evento. Significa que o mesmo Jesus, aquele que se manifestou primeiro em cumprimento às profecias, e que nasceu da virgem, que viveu em perfeição, morreu pelos pecados do mundo, ressuscitou e ascendeu ao Céu, há de voltar segunda vez, também em cumprimento às profecias, para ressuscitar e levar todos quantos morreram salvos, bem como aqueles que ainda vivos, estiverem preparados, como ensina a Palavra de Deus. Mas no seu contexto doutrinário, ela tem duas fases distintas. A primeira, invisível para o mundo, é o arrebatamento da Igreja; a segunda, visível, fala da vinda de Jesus em glória, especialmente para Israel (Ap 1.8; Zc 14.4).

1. TODOS OS SALVOS SERÃO ARREBATADOS

1. A reunião dos salvos no encontro com Cristo. A palavra “arrebatamento”, no contexto da escatologia cristã, é procedente do verbo grego harpazō, e significa retirar algo com rapidez e de forma inesperada. Quando o Novo Testamento foi traduzido para o latim, optou-se pelo vocábulo raptus que, originando-se do verbo raptare, comporta os seguintes significados: tirar, arrancar, levar, afastar, impelir, suprimir, elidir tirar por força, tomar das mãos alguma coisa de forma violenta. O arrebatamento, por conseguinte, é a retirada brusca, inesperada e sobrenatural da Igreja deste mundo, a fim de que seja transportada às regiões celestes, onde unir-se-á, eterna e plenamente, com o Senhor Jesus. A essa doutrina, dedica o Novo Testamento, além de outras passagens, dois capítulos especiais: 1 Co 15 e 1 Ts 4. Nesta passagem, descreve Paulo a transladação sobrenatural dos santos; naquela, mostra como nossos corpos serão transformados, instantaneamente, pelo poder do Espírito Santo. O evento constituir-se-á num dos maiores milagres de todos os tempos, por abranger, de maneira simultânea, diversos fatos que ultrapassam todos os precedentes históricos, científicos e lógicos do conhecimento humano. Em 1 Ts 4.17 a palavra “arrebatamento” tem o mesmo sentido no grego que “nosso encontro”, em Atos 28.15 onde lemos: “...ouvindo os irmãos novas de nós, nos saíram ao encontro à Praça de Ápio e às Três Vendas, e Paulo, vendo-os, deu graças a Deus e tomou ânimo”. A palavra “encontro”, nesse sentido, significa literalmente “sair” a fim de voltar com “alguém”. Somente duas passagens focalizam essas palavras com tal sentido, a saber: no trecho de Gênesis 24.63-67 e Mateus 25.1,6. Na passagem de Gênesis descreve-se o encontro de Rebeca com Isaque e na passagem de Mateus ilustra o encontro da Igreja com Cristo.

2. Quem será arrebatado? Os salvos ressuscitados e vivos transformados (1 Ts 4.16,17). No arrebatamento, todos os crentes fiéis serão ressuscitados, os que estiverem vivos serão transformados e trasladados juntamente com os que tiverem sido ressuscitados. Só chegarão ao Céu aqueles que forem vencedores. Só estarão inscritos os vencedores. Jesus disse a João, na Ilha de Patmos: “A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, e dele nunca sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus, e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, do meu Deus, e também o meu novo nome” (Ap 3.12). Por tudo isso, que é tão glorioso e além do que a mente humana possa avaliar, é que João diz: “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos. E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também ele é puro” (1 Jo 3.2,3).

II. O ARREBATAMENTO E A RESSURREIÇÃO DOS MORTOS

1. A ignorância acerca dos mortos (1 Ts 4.13). Havia muitos crentes que não acreditava na ressurreição dos mortos. Paulo disse aos irmãos de Corinto: “Ora, se se prega que Cristo ressuscitou dentre os mortos, como dizem alguns dentre vós que não há ressurreição de mortos? E, se não há ressurreição de mortos, também Cristo não ressuscitou” (1 Co 15.12,13). Paulo sintetiza o evangelho em três fatos essenciais: 1º Cristo morreu pelos nossos pecados; 2º Ele foi sepultado e 3º Ele ressuscitou dentre os mortos como diz as Escrituras (1 Co 15.3,4). Sem falar que Paulo destaca três aspectos fundamentais da doutrina da ressurreição: 1º A ressurreição no passado,como um fato histórico (1 Co 15.1-11); 2º a ressurreição no presente, como um artigo de fé (1 Co 15.12-19) e 3º a ressurreição no futuro, como uma esperança bendita (1 Co 15.20-57). A falta de fé na doutrina da ressurreição dos mortos é tão grave que resulta em questionamentos que podem desacreditar a mensagem do evangelho, o papel dos pregadores e a certeza da salvação. A ressurreição de Cristo é nossa garantia no presente: “E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé” (1 Co 15.14). Mas, Ele ressuscitou e: “se apresentou vivo, com muitas e infalíveis provas” (At 1.3). A ressurreição de Cristo é a nossa garantia no futuro: “Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens. Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, e foi feito as primícias dos que dormem” (1 Co 15.19,20). A ressurreição dos que dormem em Cristo, marcará o início da vida eterna de glória da Igreja com o Senhor no Céu. 

2. A primeira e a segunda ressurreição. Paulo diz que Cristo “ressuscitou, segundo as escrituras” (1 Co 15.4b). Abordaremos sobre a “primeira ressurreição” (Ap 20.5). Ou seja, A RESSURREIÇÃO (“dentre”) OS MORTOS. Esta compreende “...cada um por sua ordem...” (1Co 15.23). Esta ordem de ressurreição, cronologicamente é mais ou menos assim: (a) Cristo as primícias (1 Co 15.20, 23); (b) Os que ressuscitaram por ocasião da ressurreição do Senhor (Mt 27.52-53); (c) Os que são de Cristo na sua vinda (1 Co 15.23,24 1 Ts 4.16); (d) As duas testemunhas escatológicas (Ap 11.11,12); (e) Os mártires da Grande Tribulação (Ap 20.4). A ressurreição dos mortos será um dos maiores milagres do Universo.

3. A transformação dos crentes que estiverem vivos quando Cristo voltar. Imediatamente após a ressurreição dos que morreram em Cristo, os cristãos que estiverem vivos serão transformados e transladados juntamente com os que tiverem sido ressuscitados. Aos tessalonicenses, Paulo declarou: “Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor” (1 Ts 4.17); e aos coríntios, também, disse: “nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados” (1 Co 15.51). Quase que simultaneamente à ressurreição dos mortos em Cristo naquele momento, os vivos em Cristo também ouvirão a voz do arcanjo, e num tempo incontável, serão transformados e arrebatados ao encontro do Senhor nos ares. Tudo isso num átimo de tempo, “Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados” (1 Co 15.52). Os corpos mortais serão revestidos de imortalidade, porque nada terreno ou mortal poderá entrar na presença de Deus. Será o poder do espírito sobre a matéria, do incorruptível sobre o corruptível (1 Co 15.53,54). Todos seremos arrebatados. No momento em que a transformação ocorrer, teremos vencido a matéria. Agora será o espírito que vai reinar sobre o nosso corpo.

III – ANTES DO ARREBATAMENTO E DEPOIS DELE

1. Antes, é preciso vigilância. Tudo acontecerá num momento! Tanto a ressurreição dos mortos, como o arrebatamento; será num abrir e fechar de olhos, pelo poder de Deus (Fp 3.21). Poder de Deus significa “extrair à força”, “arrancar repentinamente”, “num momento rápido, tirar para si”. Diante dessa realidade espiritual tão profunda, devemos estar preparados a cada dia, a cada instante. Ao deitar, ao levantar, devemos estar com nossas “bagagem” espiritual pronta, pois, a qualquer momento “a trombeta de Deus” irá tocar, anunciando a volta de Jesus Cristo, e faremos nossa grande e última viagem.

2. Depois, viveremos felizes para sempre. São conhecidíssimas as consoladoras palavras de Jesus aos seus discípulos: “E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também” (Jo 14.3). Aos tessalonicenses, Paulo disse: “[..] e assim estaremos sempre com o Senhor” (1 Ts 4.17). Vale a pena ser crente, mas se for para ir para o Céu. O Apóstolo João, em sua primeira Carta, exorta os crentes a se manterem fiéis e puros, aguardando a volta do Senhor: “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos. E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também ele é puro” (1 Jo 3.2,3). Afinal, sem santificação, ninguém verá o Senhor (Hb 12.14). Em breve, haverá as “Bodas do Cordeiro”, quando ocorrerá a união da Noiva, a Igreja, com seu Noivo, Jesus Cristo, elevada à condição de esposa eterna; “Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória; porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou” (Ap 19.7). A Igreja, glorificada e coroada no céu, será definitivamente desposada pelo glorioso esposo, Jesus, o Cordeiro. Oh glória!

CONCLUSÃO

Estudar e meditar sobre o arrebatamento da Igreja promove nos remidos a fé e a esperança na vinda do Senhor. A qualquer momento, virá o Senhor Jesus arrebatar a sua Igreja. Esta é a nossa bendita esperança (Tt 2.13). “Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras” (1 Ts 4.18). Senhor Jesus, em breve a trombeta soará, proclamando o arrebatamento da tua Igreja. Dá que não estejamos despercebidos, nem embriagados com as coisas deste mundo. Jesus, ajuda-nos a ser mais vigilantes e sóbrios! Amém! Devemos estar preparados para encontrar com o Senhor.

REFERÊNCIAS:

ALMEIDA, Abraão de. Manual da Profecia Bíblica. Rio de Janeiro: CPAD, 2011.
ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Vem o fim, o fim vem — A doutrina das últimas coisas. Lições Bíblicas, Rio de Janeiro, 4º trimestre, CPAD, 2004.
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ARRINGTON, French L. et STRONDSTAD, Roger.  Comentário Bíblico Pentecostal – Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.
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